| Processo: | 13/13548-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de outubro de 2016 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular |
| Pesquisador responsável: | Solange Maria de Toledo Serrano |
| Beneficiário: | Solange Maria de Toledo Serrano |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Proteômica Venenos de serpentes Bothrops jararaca Toxinas Glicoproteínas Glicômica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | bothrops | Glicoma | Glicoproteoma | N-terminoma | Proteoma | veneno de serpente | Análise Proteômica |
Resumo
O conhecimento dos proteomas dos venenos das diversas espécies do gênero Bothrops é importante no sentido de que este gênero causa a maioria dos acidentes ofídicos no Brasil. Além de implicações ecológicas e taxonômicas, o conhecimento sobre a história natural e a composição de toxinas dos venenos é de fundamental importância para as vítimas de acidentes e para a seleção de espécimes para a preparação dos pools de venenos para a produção de antivenenos. O complexo Jararaca é formado pela espécie nominal B. jararaca, cuja distribuição abrange grande parte da porção continental do sudeste do país, bem como ilhas próximas da costa e pelas espécies estritamente insulares como B. insularis, B. alcatraz, além da recentemente descrita, B. otavioi. Venenos do gênero Bothrops causam um complexo quadro patológico, caracterizado por efeitos locais, e por efeitos sistêmicos sobre os sistemas hemostático e cardiovascular. Variações no proteoma/peptidoma dos venenos, relacionadas ao habitat, à idade ou sexo do animal, à dieta, intragênero e intraespécie, são características frequentemente reportadas na literatura. Apesar da grande quantidade de abordagens sistêmicas em toxinologia, pouco se conhece sobre o proteoma natural dos venenos, isto é, a diversidade de toxinas que está presente nos venenos em sua forma nativa, logo após a síntese/secreção realizada pelas células da glândula de veneno. Paralelamente, pouco se sabe acerca das modificações pós-traducionais (PTMs, na sigla em inglês) presentes nas toxinas do gênero Bothrops e seu grau de variabilidade interespécies. A glicosilação é a PTM mais frequentemente encontrada em proteínas, e o fato de que algumas famílias de toxinas que desempenham papéis importantes no quadro do envenenamento apresentam grandes porções de carboidratos, salienta a necessidade de mais estudos para a caracterização do glicoma e do glicoproteoma dos venenos do gênero Bothrops. Utilizando abordagens de espectrometria de massas, pretendemos avaliar comparativamente as sequências N-terminais naturais das proteínas e peptídeos presentes nos venenos de B. jararaca e B. alcatraz, como forma de se inferir a diversidade de toxinas expressas nestes venenos, e analisar o glicoproteoma e o N-glicoma dos venenos de B. jararaca e B. alcatraz, para obter mais subsídios para o entendimento do complexo processo evolutivo destas espécies. (AU)
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