| Processo: | 13/14651-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de novembro de 2013 |
| Data de Término da vigência: | 30 de agosto de 2015 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular |
| Pesquisador responsável: | Solange Maria de Toledo Serrano |
| Beneficiário: | Débora Andrade Silva |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 14/12245-0 - Glicômica aplicada à caracterização de venenos do gênero Bothrops, BE.EP.MS |
| Assunto(s): | Espectrometria de massas Bothrops alcatraz Proteoma Proteômica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Bothrops alcatraz | Espectrometria de massas | Glicoproteoma | N-glicoma | peptidoma | Proteoma | Proteômica |
Resumo Os venenos ofídicos constituem importantes fontes de biomoléculas ativas cujos potenciais terapêutico e científico ainda não foram completamente explorados, mesmo nos dias atuais. Mediante a função biológica primária de facilitar a imobilização e digestão da presa, e a observação da existência de variabilidade na composição dos venenos entre os vários níveis taxonômicos, o estudo da relação variabilidade/dieta ainda permanece em constante discussão. O gênero Bothrops apresenta ampla distribuição no território brasileiro, sendo a espécie B. jararaca seu representante de maior importância médica na região sudeste do país. Análises genéticas e filogeográficas descrevem a existência de um grupo monofilético, denominado grupo Jararaca que inclui, além da espécie B. jararaca, as espécies insulares B. alcatraz e B. insularis. Desencadeamentos geológicos do período Pleistoceno, há 11000 anos, acarretaram o isolamento geográfico de espécimes de B. jararaca em diferentes ambientes insulares na costa paulista, levando ao surgimento das espécies B. alcatraz, no arquipélago de Alcatrazes, e B. insularis, na ilha da Queimada Grande. A restrita alimentação disponível nas ilhas levou à existência de dietas baseadas em animais ectotérmicos, por espécimes juvenis, e aves, por espécimes adultos de B. insularis, enquanto que indivíduos de B. alcatraz se limitam à ingestão de ectotérmicos, principalmente lacraias e anfíbios, durante toda a vida, de forma que, mesmo na fase adulta, estes indivíduos assemelham-se fisicamente a espécimes juvenis de B. jararaca. Na ausência do conhecimento sobre o proteoma e peptidoma do veneno de B. alcatraz este projeto tem o objetivo de descrever tais características deste veneno insular além de estudar a principal modificação pós-traducional de proteínas de venenos, a glicosilação. Neste projeto serão utilizadas abordagens proteômicas, peptidômicas e glicômicas para explorar o veneno da B. alcatraz verificando sua composição à luz de importantes metodologias analíticas. | |
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