| Processo: | 16/16069-8 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica |
| Pesquisador responsável: | Expedito José de Albuquerque Luna |
| Beneficiário: | Expedito José de Albuquerque Luna |
| Instituição Sede: | Instituto de Medicina Tropical de São Paulo (IMT). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Camila Malta Romano ; Claudio Sergio Pannuti ; Evaldo Stanislau Affonso de Araujo ; José Eduardo Levi |
| Assunto(s): | Virologia Vírus Zika Recém-nascido |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | infeccção congênita | puérperas | recém nascidos | Zika vírus | virologia |
Resumo
O Zika vírus (ZIKAV) foi identificado pela primeira vez em macacos rhesus na floresta Ziika em 1947, em Uganda. Os primeiros casos de transmissão autóctone do ZIKAV no Brasil foram documentados em 2015.Inicialmente considerado causador apenas de doença leve, tipo dengue clássico, com febre, exantema máculopapular, conjuntivite e artralgia, existem agora evidências de que o ZIKAV está associado a doenças neurológicas graves. Em sua emergência no Brasil observou-se o aumento da frequência de microcefalia em RN. Embora a associação entre infecção pelo ZIKAV na gestante parece consolidada, algumas questões importantes da infecção congênita por este vírus ainda não foram esclarecidas: qual o risco de transmissão entre a grávida infectada e o feto? Qual o risco de desenvolvimento de malformações nos RN infectados? Existe relação entre a ocorrência de malformações e a idade gestacional da infecção? O presente projeto tem como objetivo geral estabelecer a prevalência de infecção pelo ZIKAV em puérperas e seus RNs e descrever as características clínicas e virológicas dos RNs infectados congenitamente. Com este propósito, pretendemos recrutar cerca de 2.000 gestantes e seus RNs, em Santos (SP), potencialmente expostas ao ZIKAV nos primeiros seis meses da gravidez. Pretende-se verificar a prevalência de anticorpos IgG nas puérperas por ensaio imunoenzimático ELISA, e através de RT-PCR no sangue de cordão e urina dos RNs das puérperas soropositivas, a infecção congênita sintomática ou assintomática nos respectivos RNs. Objetivamos também descrever as formas clínicas das crianças infectadas congenitamente, e sua evolução nos primeiros meses de vida. Além disso, vamos pesquisar a excreção de ZIKAV no colostro e leite das puérperas soropositivas, e determinar a ocorrência eventual de infecção perinatal nos dois primeiros meses de vida. (AU)
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