| Processo: | 17/15170-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Exterior - Estágio de Pesquisa - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 25 de outubro de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 24 de maio de 2018 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular |
| Pesquisador responsável: | Ana Maria Moura da Silva |
| Beneficiário: | Leijiane Figueira de Sousa |
| Supervisor: | Bryan Greig Fry |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Instituição Anfitriã: | University of Queensland, Brisbane (UQ), Austrália |
| Vinculado à bolsa: | 14/13124-2 - Variabilidade em venenos de serpentes Bothrops atrox no oeste do Pará: implicações ecológicas e para a fisiopatologia dos envenenamentos, BP.DR |
| Assunto(s): | Toxicologia Envenenamento por animais peçonhentos Transtornos da coagulação sanguínea Venenos de serpentes Bothrops Amazônia Brasileira |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antivenom | bothrops atrox | Coagulopathy | Envenoming | hemostasis | venom | Toxinologia |
Resumo O envenenamento botrópico geralmente inclui efeitos locais intensos e reações sistêmicas representadas principalmente por distúrbios de coagulação. SVSPs, SVMPs, PLA2s e CTLs são as principais famílias de proteínas envolvidas nestes distúrbios. Essas toxinas são capazes de atuar sobre componentes da cascata de coagulação, promover hemorragias e interferir, de diferentes maneiras, na formação do plugue hemostático e na agregação plaquetária. Recentemente, caracterizamos os proteomas e atividades biológicas de quatro pools de veneno de Bothrops atrox obtidos de serpentes coletadas em diferentes habitats do oeste do estado do Pará, na Amazônia brasileira. Mostramos que o Soro Antibotrópico neutralizou a hemorragia induzida por todos os venenos, mas não neutralizou completamente a atividade procoagulante do veneno de serpentes da várzea. Então, devido à marcante variabilidade do veneno, e considerando também a importância dos distúrbios hemostáticos na envenenamento por B. atrox, decidimos tentar obter toxinas purificadas, capazes de atuar no sistema de coagulação, a partir de um pool de venenos de serpentes capturadas em diferentes locais. Frações compostas por SVSPs e PLA2s foram obtidas com homogeneidade razoável e atividade biológica preservada. No entanto, em nosso laboratório ainda não temos uma matriz para análises abrangentes de distúrbios hemostáticos; por outro lado, o laboratório do Dr. Bryan Fry (Universidade de Queensland, Austrália) possui uma plataforma sofisticada, que nos permitirá realizar uma caracterização mais abrangente dos distúrbios hemostáticos induzidos pelos venenos de B. atrox, e alguns de seus componentes (SVSPs e PLA2s). Os resultados obtidos nessas análises, podem fornecer novos insights sobre os mecanismos envolvidos nesses distúrbios, e contribuir para a melhoria da soroterapia dos envenenamentos na região Amazônica. Ao mesmo tempo, o estágio no laboratório do Dr. Fry pode abrir novas oportunidades para estudos colaborativos entre nosso grupo (Instituto Butantan) e pesquisadores da University of Queensland, Austrália. (AU) | |
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