| Processo: | 19/09064-8 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Morfologia - Histologia |
| Pesquisador responsável: | Estela Sasso Cerri |
| Beneficiário: | Marcio José Viana Pinheiro Junior |
| Instituição Sede: | Faculdade de Odontologia (FOAr). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Reprodução Antidepressivos Espermatogênese Testosterona Células germinativas Testículo Morfometria Imunofluorescência |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Célula de Leydig | espermatogênese | imunofluorescência | Morfometria | Testículo | Testosterona | Biologia da Reprodução |
Resumo Introdução: Os túbulos seminíferos são constituídos por um epitélio especializado contendo células germinativas e células somáticas (células de Sertoli - CS), denominado epitélio seminífero. As CS são responsáveis pela manutenção estrutural e nutricional das células germinativas, sendo produtoras de diversas substâncias importantes, como a transferrina, um carreador de ferro que constitui um indicador da função destas células. A manutenção do epitélio seminífero depende da testosterona, um hormônio esteroide produzido pelas células de Leydig (CL). Portanto, alterações nas CS e/ou nas CL podem causar mudanças significantes no processo espermatogênico e, consequentemente, na fertilidade. A venlafaxina é um antidepressivo da classe dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina e noradrenalina, utilizada no tratamento de transtorno depressivo, transtorno de ansiedade, síndrome do pânico e fobia social. Estudos clínicos tem demonstrado que este fármaco causa disfunção sexual, queda no nível de testosterona e ginecomastia. Porém, não há dados na literatura sobre os efeitos da venlafaxina no sistema reprodutor masculino. Objetivos: No presente estudo, será avaliado o impacto da venlafaxina na histofisiologia dos testículos de ratos adultos, com ênfase na viabilidade das células germinativas e na integridade funcional das SC e CL. Será também investigado se as alterações testiculares induzidas pelo fármaco são revertidas após a interrupção do tratamento por 30 dias. Caso não haja alterações após 35 dias de tratamento, as análises após 65 dias nos permitirão verificar possíveis efeitos tardios do fármaco nos parâmetros avaliados. Métodos: Serão utilizados 24 ratos machos da linhagem Holtzman, os quais serão divididos em 4 grupos (n=6). Os grupos Venlafaxina-35 dias (GVF-35) e Venlafaxina-65 dias (GVF-65) receberão 30mg/Kg p.c. de cloridrato de venlafaxina (diluído em água destilada) por via oral (gavagem) durante 35 dias consecutivos. Já os grupos Controle-35 dias (GC-35) e Controle-65 dias (GC-65) receberão água destilada. Após 35 dias de tratamento, os grupos GC-35 e GVF-35 serão submetidos à eutanásia, enquanto que os grupos GC-65 e GVF-65 permanecerão 30 dias sem tratamento antes da eutanásia. Os testículos serão coletados, fixados e processados para inclusão em historesina e parafina. Os cortes de historesina dos animais dos 4 grupos serão corados pela H.E. para a análise do número de CS por túbulo e dos diâmetros nucleares das CL. Os cortes de parafina serão submetidos ao método do TUNEL para detecção de morte celular, bem como à reação de imunofluorescência para detecção da proteína transferrina. Para comparação dos resultados entre os grupos, todos os dados serão submetidos à análise estatística Two-Way ANOVA, seguido pelo teste de Tukey (pd0,05). | |
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