| Processo: | 19/10616-5 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Fisiologia - Fisiologia de Órgãos e Sistemas |
| Pesquisador responsável: | Rosemari Otton |
| Beneficiário: | Rosemari Otton |
| Instituição Sede: | Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa. Universidade Cruzeiro do Sul (UNICSUL). São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Pesquisadores associados: | Ana Carolina Migliorini Figueira ; Maria Fernanda Cury Boaventura |
| Assunto(s): | Metabolismo energético Obesidade Tecido adiposo Metabolismo celular Homeostase energética Sistema imune Compostos bioativos Camellia sinensis Chá verde Fatores de transcrição Receptores ativados por proliferador de peroxissomo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | compostos biativos de plantas | Metabolismo energético | obesidade | Ppar | Sistema Imune | Tecido adiposo | Metabolismo Celular |
Resumo
O avanço da epidemia de obesidade, que hoje acomete aproximadamente um terço dos adultos ao redor do mundo, ressalta a relevância do estudo circunstanciado do tecido adiposo. O tecido adiposo não é mais considerado um mero local de armazenamento para o excesso de energia como foi há 20 anos. Em vez disso, anos de intensa pesquisa trouxeram à tona a imagem de um órgão altamente ativo envolvido em numerosos processos metabólicos, hormonais e imunológicos, cujos produtos e reações são capazes de atuar não apenas localmente, mas também influenciam outros órgãos e sistemas, desempenhando um papel crucial na homeostase energética. A alta prevalência de obesidade na população desperta o interesse científico na busca por intervenções terapêuticas capazes de promover a perda de massa gorda e de prevenir as comorbidades associadas. Neste sentido, muitos pesquisadores procuram encontrar compostos bioativos oriundos de produtos naturais com propriedades farmacológicas capazes de tratar e/ou prevenir a obesidade, modulando a atividade do tecido adiposo. Embora progressos consideráveis tenham sido feitos na compreensão dos mecanismos moleculares subjacentes à obesidade, há ainda uma lacuna enorme no entendimento da fisiopatologia da doença, indicando a necessidade de mais estudos. Nosso grupo de pesquisa há algum tempo vem estudando os efeitos de diferentes compostos com propriedades nutracêuticas em disfunções metabólicas como o DM2 em modelos animais e células. Atualmente estamos investigando em diferentes células in vitro e tecidos ex vivo, os efeitos da planta Camellia sinensis para o tratamento da obesidade e suas complicações. As primeiras pesquisas do nosso grupo envolvendo chá verde (CV) e obesidade corroboraram com dados da literatura e apontaram um significativo papel do CV como anti-inflamatório, termogênico (indução de adipócitos bege e ativação do tecido adiposo marrom), antioxidante, redutor de tecido adiposo branco, além de melhorar a resistência à insulina e a homeostase glicêmica. Entretanto, os mecanismos celulares e moleculares envolvidos nas diversas ações benéficas do CV precisam ainda ser esclarecidos, embora temos fortes indícios do envolvimento do fator de transcrição PPAR e dos adipócitos bege nas ações benéficas do CV. Portanto, em linhas gerais, no presente projeto pretendemos investigar os mecanismos moleculares que envolvem o PPARg e induzem um maior gasto energético em camundongos obesos tratados com CV, utilizando para este fim, camundongos com deleção parcial de PPARg no tecido adiposo. Nossos estudos visam verificar a influência das catequinas como agonistas dos PPARs sobre o metabolismo energético e na termogênese adaptativa, a qual colabora na perda ponderal de peso. Além disso, temos como objetivo avaliar a população imune presente no tecido adiposo epididimal, subcutâneo e marrom de animais selvagens expostos a uma HFD e tratados com CV. Esta análise se dará por citometria de fluxo para imunofenotipagem e identificação das subpopulações de macrófagos (M0, M1, M2), eosinófilos, linfócitos (TCD4, TCD8, NKT, Th1, Th2, Tdg, Treg, Th17) e neutrófilos. Este projeto configura-se como um trabalho investigativo sequencial das primeiras pesquisas iniciadas com compostos bioativos de plantas para o tratamento da obesidade e que enriquecerá qualitativamente os dados preliminares já obtidos pelo grupo de pesquisa. Os achados deste projeto podem apresentar importante valor em estudos translacionais para humanos. (AU)
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