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Análise do perfil proteolítico em lesões intraepiteliais de alto grau de colo de útero em pacientes infectadas com HPV.

Processo: 19/25900-0
Modalidade de apoio:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Data de Início da vigência: 01 de março de 2020
Data de Término da vigência: 28 de fevereiro de 2021
Área de conhecimento:Ciências Biológicas - Biologia Geral
Pesquisador responsável:Katiuchia Uzzun Sales
Beneficiário:Vitor de Moura Arrais
Instituição Sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Assunto(s):Patologia   Neoplasias do colo uterino   Lesões intraepiteliais escamosas cervicais   Enzimas proteolíticas   Calicreínas
Palavra(s)-Chave do Pesquisador:calicreína | Câncer de colo de útero | Matriptase | Patologia

Resumo

O carcinoma de colo de útero possui uma elevada incidência no Brasil e no mundo. Atualmente, apesar de todos os avanços na área e, em razão de sua prevalência e gravidade, esta patologia é considerada um problema de saúde pública. Apenas em 2018, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estimou 16.370 novos casos desta doença no Brasil. O desenvolvimento desse carcinoma se dá pela integração dos oncogenes do Papilomavírus Humano (HPV) ao DNA de células epiteliais do colo do útero, induzindo a transformação gradual, de mucosa normal em carcinoma. A progressão do carcinoma in situ para carcinoma invasor está associada, entre outras razões, à desregulação na expressão de proteases. As proteases são enzimas que quebram ligações peptídicas entre os aminoácidos das proteínas, o que as torna contribuintes do processo de invasão tumoral e consequentemente, na metástase. Neste sentido, a serino protease matriptase, por exemplo, contribui para o carcinoma de colo de útero, através da ativação da via carcinogênica PI3K-Akt-mTOR. Resultados preliminares do nosso laboratório apontam para o desbalanço de outras serino proteases, como a calicreína 5 (KLK5) e calicreína 7 (KLK7), em lesões pré-malignas (lesões intraepiteliais de alto grau) de colo de útero. Assim, objetivo principal deste trabalho é analisar a modulação no perfil proteolítico de pacientes portadoras de lesões intraepiteliais de alto grau de colo de útero; através da expansão do número de participantes recrutadas para o estudo clínico e quantificação das serino proteases: matriptase, KLK5 e KLK7, além dos inibidores de serino proteases: HAI-1, HAI-2 (inibidores cognatos da matriptase) e LEKTI (inibidor cognato de KLK5 e KLK7), em biópsias de lesão e de tecido normal oriundas destas pacientes. Os resultados obtidos possibilitarão a análise e associação da modulação do perfil proteolítico à transformação celular causada pelo HPV, além de estabelecer uma nova óptica para o prognóstico dessas lesões.

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Publicações científicas
(As publicações científicas contidas nesta página são originárias da Web of Science ou da SciELO, cujos autores mencionaram números dos processos FAPESP concedidos a Pesquisadores Responsáveis e Beneficiários, sejam ou não autores das publicações. Sua coleta é automática e realizada diretamente naquelas bases bibliométricas)
VIEIRAA, GABRIEL VILIOD; DA SILVA, RODRIGO ALBERTO ALVES; COSTAB, LETICIA ANDRADE; XIMENEZ, JOAO PAULO BIANCHI; LAMPROU, MARGARITA; MIRANDA, MATEUS GONSALVES; ARRAIS, VITOR DE MOURA; DE BRITO, BRUNA MIYOKO IKENAGA; DA SILVA, ELAINE ZAYAS MARCELINO; GOMES, BRUNO BELMONTE MARTINELLI; et al. KLK5 and KLK7 drive cervical carcinoma via KLK14-dependent RhoA and NF-κB pathways. TRANSLATIONAL ONCOLOGY, v. 60, p. 10-pg., . (22/01968-8, 19/04896-5, 16/13228-8, 16/16715-7, 17/24730-9, 21/14597-5, 19/25900-0, 24/10667-7, 24/13367-4)