| Processo: | 20/00743-7 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2021 |
| Área de conhecimento: | Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos |
| Pesquisador responsável: | Aline Silva Mello Cesar |
| Beneficiário: | Laura Woigt Pian |
| Instituição Sede: | Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 17/25180-2 - Efeito da adição de ácido oléico na dieta de suínos sobre o perfil da resposta imunológica e de ácidos graxos de diferentes tecidos, AP.JP |
| Assunto(s): | Nutrição animal Qualidade da carne Carne suína Óleo de canola Ácidos graxos Avaliação nutricional Modelos animais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Carne suina | consumidor | oleico | Saúde | Qualidade nutricional da carne |
Resumo Os lipídeos são importantes nutrientes atuando em diversas funções no organismo. Atuam no transporte de vitaminas lipossolúveis, ajudam no armazenamento de energia, são isolantes e possuem outras funções biológicas. O valor nutricional da carne é influenciado pelas moléculas de lipídeos os quais podem ser alterados devido a dieta fornecida aos animais. O perfil de ácidos graxos presente na carne tem sido um fator relevante aos consumidores, uma vez que estão preocupados com sua nutrição e saúde. A carne tem alto valor nutricional e é uma importante fonte de ácidos graxos não saturados, como monoinsaturados (MUFA) e poli-insaturados (PUFA), os quais têm efeitos benéficos na saúde humana. Estudos anteriores relataram uma importante contribuição da ingestão de MUFA e PUFA para a saúde humana, o que pode levar a uma diminuição dos níveis de colesterol, risco de aterosclerose, ocorrência de diabetes e doenças neurodegenerativas como Parkinson e Alzheimer. A carne tem um perfil de ácidos graxos de alta insaturação, e é considerada uma importante fonte de ácidos graxos insaturados na nutrição humana. O óleo de canola é rico em ácido oleico (MUFA) e o óleo de peixe é rico em ácido eicosapentaenoico e docosahexaenoico (PUFA), os quais já foram associados às doenças metabólicas, câncer e doenças neurodegenerativas. Sendo assim, nossa hipótese é que a adição de óleo de canola e de peixe na ração de suínos pode alterar os parâmetros de qualidade e o perfil de ácidos graxos do cérebro desses animais. Os objetivos deste projeto são: (1) avaliar parâmetros de qualidade da carne, (2) a percepção dos consumidores quanto aos parâmetros sensoriais da carne, e (3) o perfil de ácidos graxos do tecido cerebral de animais alimentados com óleo de canola e de peixe. Serão utilizadas amostras de lombo e cérebro de 72 suínos, machos imunocastrados, com peso vivo médio inicial de 27 kg (71 dias de idade) e final de 132,70 kg (169 dias de idade) provenientes do projeto Jovem Pesquisador (processo FAPESP 2017/25180-2), cuja pesquisadora responsável é a Profa. Dra. Aline Silva Mello Cesar. As dietas consistiram em ração basal de farelo de soja e milho moído com adição de 3% de óleo de canola (CAN) e basal com adição de 3% de óleo de peixe (PEI). Os resultados obtidos neste projeto são inovadores e poderão trazer informações relevantes na área da ciência da carne e nutrição animal e humana, uma vez que os suínos são modelos animais para estudos de doenças metabólicas em humanos. | |
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