Resumo
A estrongiloidíase é uma infecção parasitária causada pelo nematódeo Strongyloides stercoralis, possui distribuição mundial e maior prevalência nas regiões tropicais e subtropicais. Formas graves desta helmintíase, síndrome de hiperinfecção e/ou doença disseminada, possuem elevada mortalidade e constituem um importante problema de saúde pública nas áreas onde a infecção é endêmica. O diagnóstico definitivo é baseado no exame parasitológico, principalmente na visualização de larvas nas fezes, o qual possui baixa sensibilidade. As técnicas imunológicas, mediante a detecção de anticorpos contra o parasito, apresentam-se como importante alternativa ao diagnóstico parasitológico, já que conseguem superar a baixa sensibilidade dos exames fecais. No entanto, a principal limitação do imunodiagnóstico é a dificuldade na obtenção de antígenos do parasito. Assim, vários autores têm sugerido a utilização de antígenos heterólogos provenientes de outras espécies, não infectantes para o ser humano e de fácil obtenção, como Strongyloides venezuelensis. Embora a literatura seja vasta e apresente resultados promissores, a utilização destes antígenos heterólogosdes aplicados ao diagnóstico sorológico da estrongiloidíase humana tem sido restrita ao Brasil. Neste contexto, o presente estudo tem como objetivo principal avaliar o reconhecimento antigênico de preparações proteicas de larvas infectantes de S. venezuelensis por anticorpos presentes em amostras de soro de indivíduos do Brasil, do Peru e de Portugal. (AU)
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