| Processo: | 22/08648-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2022 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2024 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica |
| Pesquisador responsável: | Leticia Fröhlich Archangelo |
| Beneficiário: | Leticia Fröhlich Archangelo |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Enilza Maria Espreafico ; Vanessa Cristina Arfelli |
| Assunto(s): | Biologia celular e molecular Melanoma Transformação celular neoplásica RNA longo não codificante Quinases de proteína quinase ativadas por mitógeno |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Carcinogênese | melanoma | Quinase | splicing | Uhmk | vias de sinalização MAPK | Biologia Celular e Molecular |
Resumo
O melanoma é o tipo de câncer que origina da transformação maligna das células de pigmento da pele, os melanócitos, e é caracterizado pela capacidade elevada de metastizar durante os estágios iniciais do desenvolvimento tumoral. Em sua maioria, os melanomas apresentarem mutações ativadoras em genes constituintes de vias de sinalização de crescimento celular, como a via de MAPK e PI3K. Ainda, mutações somáticas em genes que codificam fatores de splicing, são frequentemente observadas e indicam o envolvimento de um splicing disfuncional neste tipo de câncer. Uhmk1 é uma serina/treonina quinase que apresenta uma característica única, de possuir um domínio UHM justaposto ao seu domínio quinase. Motivos UHM são domínios de reconhecimento proteico comumente encontrados em fatores de splicing. Trabalho recente do nosso grupo mostrou que UHMK1 regula a fosforilação de uma variedade de fatores de splicing e influencia o padrão de splicing global das células, levando à alteração nos eventos de splicing alternativo (ASEs) de centenas de alvos gênicos. Dados preliminares de análise in silico mostraram, ainda, que UHMK1 é altamente expresso em amostras de melanoma em relação ao tecido normal e que 15% dos pacientes apresentam alterações gênicas que resultam em sua expressão elevada. Ademais, a expressão de UHMK1 correlaciona positivamente com a do lncRNA RMEL3. RMEL3 tem expressão restrita em melanoma, onde apresenta um papel oncogênico e função relacionada às vias de sinalização MAPK e PI3K, especialmente à presença da mutação BRAFV600E. Foi demostrado, que o silenciamento de RMEL3 em células de melanoma, resultou na diminuição da expressão de UHMK1, sugerindo uma relação direta entre esses dois produtos gênicos, possivelmente por meio da ação de miRNAs específicos.Nossa hipótese é que UHMK1 participe na melanogênese e esta participação se dê por meio da fosforilação desregulada de fatores de splicing e, consequentemente, disfunção da atividade de splicing em alvos gênicos que compõe vias oncogênicas associadas à RMEL3. Assim, para testar nossa hipótese, objetivamos i) modular a expressão de UHMK1 em células de melanoma e avaliar in vitro os efeitos do nocaute e da superexpressão contribuem com aspectos relacionados à malignidade destas células, ii) avaliar a relação de UHMK1 com a via oncogênica regulada por RMEL3 e iii) avaliar se UHMK1 como um potencial alvo terapêutico em combinação à inibidores de via oncogênica em melanoma. (AU)
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