| Processo: | 23/03044-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de dezembro de 2023 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2026 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia |
| Pesquisador responsável: | Fernando Morgan de Aguiar Correa |
| Beneficiário: | Fernando Morgan de Aguiar Correa |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Pesquisadores associados: | Cristiane Busnardo Santiago |
| Assunto(s): | Ocitocina Anedonia Estresse social |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | anedonia | Autonômico | Estresse social | ocitocina | Pvn | Distúrbios relacionados ao estresse |
Resumo
Estudos utilizando modelos de estressores sociais mostram-se cada vez mais importantes, por estarem relacionados à processos patológicos. O modelo de derrota social promove comportamentos defensivos em ratos, em especial passivos, nos animais submissos. A exposição repetida ou excessiva ao estresse social promove alterações comportamentais (comportamentos tipo depressivo e anedônico), cardiovasculares (aumento na frequência cardíaca) e disautonomias (redução da variabilidade cardíaca, aumento da atividade simpática e redução da parassimpática) em modelos pré-clínicos que correspondem a achados em humanos. Situações estressantes, induzidas pelo modelo de estresse social, são moduladas por diversas estruturas centrais; por exemplo tem sido demonstrada a participação da ocitocina do núcleo paraventricular hipotalâmico (PVN) em respostas comportamentais passivas de defesa, bem como em respostas cardiovasculares. A ocitocina aparece como um possível neuromodulador durante o processo de estresse social e/ou pode ser um potencial agente terapêutico para reverter alterações duradouras, quando o estresse tiver cessado. Logo, este projeto tem como hipótese que animais submetidos ao modelo de estresse social intermitente apresentam aumento da neurotransmissão ocitocinérgica no PVN, e em áreas relacionadas com respostas comportamentais e controle cardiovascular. Além disso, após as alterações induzidas pelo modelo de estresse social terem se instaurado, o tratamento com ocitocina pode reverter estes efeitos. Dessa forma, serão utilizados ratos submetidos à derrota social através do modelo de residente-intruso, repetido por um período de 7 dias consecutivos e serão avaliadas alterações comportamentais (anedonia), cardiovasculares (pressão arterial; frequência cardíaca; ECG, variabilidade da pressão arterial e da frequência cardíaca, e do barorreflexo espontâneo), bem como a expressão de ocitocina e seu receptor em áreas centrais, por qPCR. Adicionalmente, para avaliar a participação da ocitocina nas alterações associadas ao estresse, um grupo de animais será tratado sistemicamente com antagonista do receptor de ocitocina, o L-368,899, durante todo o período de estresse). Em um outro grupo experimental, será avaliada a capacidade da ocitocina em reverter as alterações do estresse social; para tanto, os animais receberão ocitocina ou L368,899 intra-PVN após a consolidação do estresse. (AU)
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