Resumo
Atualmente o mundo está diante de uma pandemia originada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, causador da doença denominada como "doença de coronavírus-2019" ou COVID-19. Mais recentemente, em nosso país, um surto de gripe, originada pelos vírus H1N1 e H3N2, tem aumentado o número de casos de internação ou mesmo a procura por cuidados médicos e assistenciais. Dentre vários aspectos, tanto para COVID-19 quanto para gripe, é sabido que a população idosa se apresenta não apenas como a população mais afetada, mas também que esta contabiliza o maior número de mortes por estas doenças. Estudos sugerem que o aumento da taxa de infecção, gravidade e letalidade pelos vírus SARS-CoV-2 e Influenza em idosos está associada tanto à ocorrência da imunossenescência quanto do fenômeno "inflammaging". Neste sentido, tem sido proposto que uma microbiota com predominância de agentes patogênicos bem como a reativação da infecção pelo Citomegalovírus (CMV), um herpes vírus, podem favorecer o desenvolvimento da imunossenescência, pelo fato deste poder ser um importante fator desencadeante do "inflammaging". Vale destacar que é sabido que a imunossenescência e o "inflammaging" impactam de forma negativa nas respostas vacinais dos idosos. Objetivo: Diante dessas informações, este estudo objetiva investigar o impacto da soropositividade para CMV e do perfil da microbiota sobre as respostas imunes/inflamatórias sistêmicas e de vias aéreas superiores em idosos vacinados para a COVID-19 e gripe. Métodos: Para isso, serão convidados a participar deste estudo 200 idosos soropositivos (n=100) ou não (n=100) para CMV, de ambos os sexos com idades entre 60 e 85 anos, vacinados contra a COVID-19 e gripe. Amostras de sangue serão obtidas em dois momentos: antes e 30 dias após a vacinação para cada tipo de vírus. As amostras de sangue, saliva e fezes serão utilizadas para confirmação da soropositividade e estado de ativação da infecção pelo CMV, além da avaliação das concentrações sistêmicas de IgA, IgM e IgG especificas para a antígenos do SARS-CoV-2, das citocinas associadas aos perfis Th1, Th2, Th17 e T regulador, bem como para imunofenotipagem de linfócito TCD4+ e TCD8+ e subtipos de monócitos (clássicos, intermediários e não clássicos). (AU)
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