| Processo: | 18/20175-3 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de junho de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 31 de maio de 2022 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica |
| Pesquisador responsável: | Cibele Maria Prado Zinni |
| Beneficiário: | Cibele Maria Prado Zinni |
| Instituição Sede: | Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA). Universidade de São Paulo (USP). Pirassununga , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Pirassununga |
| Pesquisadores associados: | Felipe Perecin ; Flávio Vieira Meirelles ; Helio Cesar Salgado ; Janaina Regina Léllis ; Juliano Coelho da Silveira ; Simone Gusmão Ramos ; Vanessa Almeida Amorin |
| Assunto(s): | Cardiopatias Insuficiência cardíaca Biomarcadores MicroRNA circulante Hipertensão Cardiomegalia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | biomarcadores | hipertensão arterial | Hipertrofia cardíaca | Insuficiência Cardíaca | Transição para insuficiência cardíaca | Patologia Cardíaca |
Resumo
A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome clínica complexa que pode surgir como consequência de um amplo espectro de anormalidades cardíacas estruturais e funcionais. A hipertrofia do coração como consequência da hipertensão sistêmica é um mecanismo compensatório que inicialmente protege o coração, porém, uma sobrecarga excessiva de trabalho é um importante preditor de IC. Apesar da importância da hipertrofia como fator de risco para o desenvolvimento de IC, nem todos os corações hipertrofiados irão desenvolver IC. Possivelmente, os corações propensos a IC são discerníveis a nível molecular já nos estágios iniciais da doença, antes que a transição para a IC tenha ocorrido. Se os corações hipertrofiados propensos ao desenvolvimento de IC expressarem sinais moleculares precoces dessa propensão, essa propriedade proporcionaria uma oportunidade para identificar esses indivíduos propensos ao desenvolvimento de IC ainda em um estágio inicial da doença, o que permitirá maior intervenção médica durante a progressão da doença. O acompanhamento da evolução da doença cardíaca é feito através de exames de imagens, como a ecocardiografia, biópsias cardíacas e também através de biomarcadores séricos de estresse cardíaco, tais como, o peptídeo natriurético tipo B (BNP) e seu fragmento aminoterminal, NT-pro-BNP. Porém, a maior eficiência desses biomarcadores é quando a lesão cardíaca já está estabelecida e fatores como idade, função renal e obesidade mascaram alguns resultados. Com isso, há um esforço em se identificar novos biomarcadores que pudessem detectar danos miocárdicos precocemente. Devido à sua estabilidade na circulação, os microRNAs (miRNAs) estão sendo atualmente explorados por seu potencial como biomarcadores para diversas doenças. Utilizando um modelo experimental de hipetrofia cardíaca, mostramos que 70% dos animais mantiveram seus corações hipertrofiados e com função cardíaca preservada enquanto 30% desenvolveu IC após 90d da cirurgia de constrição da aorta abdominal. A proposta agora é avaliar durante o período onde todos os animais ainda estão com hipertrofia compensada se conseguimos identificar molecularmente, através da análise dos níveis de miRNA circulantes no sangue, aqueles indivíduos que evoluirão para a IC. Se pudermos identificar alterações nos níveis de miRNAs circulantes ainda na fase compensatória que pudessem identificar quais animais desenvolverão IC, esses miRNAs poderiam servir como biomarcadores e indicar possíveis vias biológicas-alvo na prevenção da insuficiência cardíaca como consequência da hipertensão/hipertrofia cardíaca. (AU)
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