Busca avançada
Ano de início
Entree

Polimorfismos em CYP2D6 e risco de recidivas de Plasmodium vivax após o tratamento com cloroquina e primaquina no Brasil e na Colômbia

Processo: 20/03611-4
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Regular
Vigência: 01 de fevereiro de 2021 - 31 de janeiro de 2023
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Parasitologia - Protozoologia de Parasitos
Convênio/Acordo: Universidad de Antioquia (UdeA)
Pesquisador responsável:Marcelo Urbano Ferreira
Beneficiário:Marcelo Urbano Ferreira
Pesq. responsável no exterior: Tatiana María Lopera Mesa
Instituição no exterior: Universidad de Antioquia (UdeA), Colômbia
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Amazônia  Citocromo P-450  Malária  Plasmodium vivax  Primaquina 

Resumo

Apesar dos recentes avanços rumo à eliminação da malária nas Américas, persistem importantes focos de transmissão na Amazônia e na costa do Pacífico e Atlântico da América do Sul e Central. Plasmodium vivax, responsável por quase 80% dos casos, apresenta uma capacidade única de permanecer dormente no fígado, sob a forma de hipnozoítos, reativando-se semanas ou meses depois da infecção primária para originar recaídas. A primaquina (PQ), único medicamento amplamente disponível eficaz contra os hipnozoítos, é uma pró-droga inativa cujo efeito requer biotransformação pela enzima CYP2D6, do sistema citocromo P450 (CYP). Partimos da hipótese de que os indivíduos com variantes de baixa atividade de CYP2D6 tratados com cloroquina (CQ) combinada à PQ apresentam risco elevado de recaídas de P. vivax nas principais áreas endêmicas da América do Sul, com importantes consequências em Saúde Pública. Para testar essa hipótese, prevemos a genotipagem de polimorfismos de CYP2D6 em: (a) participantes de uma coorte de 2.000 indivíduos expostos à malária em andamento no Vale do Juruá, Amazônia brasileira, e (b) participantes de um estudo recente de eficácia terapêutica de CQ -PQ supervisionada na costa do Caribe, na Colômbia, que mostrou uma proporção de recidivas de P. vivax de 24,1% ao longo de 6 meses de seguimento. Os desfechos primários do estudo são: (a) a incidência de malária vivax confirmada laboratorialmente, segundo níveis de atividade de CYP2D6, entre participantes da coorte brasileira seguidos por dois anos e (b) o tempo decorrido até a primeira recidiva, entre participantes do estudo colombiano com diferentes níveis de atividade de CYP2D6 seguidos por 180 dias após o tratamento com CQ-PQ. (AU)