Resumo
O projeto do Centro de Tecnologia Assistiva para as Atividades de Vida Diária tem como objetivo prover soluções para restaurar ou manter a mobilidade pessoal das pessoas com deficiências ou limitações motoras, causadas por problemas como lesão medular, acidente vascular cerebral, doenças como Parkinson ou envelhecimento. O projeto é uma iniciativa multidisciplinar e multimodal, baseada na experiência de trabalho conjunto de diferentes unidades da Universidade de São Paulo, além de novos parceiros estratégicos, como o IMREA e o IPT. O projeto visa superar os desafios do custo elevado e da falta de adaptação das tecnologias assistivas às necessidades específicas dos usuários, seguindo os princípios da Convenção dos Direitos da Pessoa com Deficiência. O projeto foca na mobilidade, como um fator essencial para a qualidade de vida, o bem-estar e a inclusão social. Para isso, serão desenvolvidas soluções baseadas em cadeiras de rodas e em exoesqueletos de membros inferiores, que possam ser personalizados e ajustados conforme as demandas dos usuários. O projeto também contempla a criação de uma rede de sensores, que permita monitorar a postura, o movimento e a interação do usuário com o ambiente, e fornecer informações para o tratamento e a prevenção de complicações. Além disso, o projeto envolve a avaliação, a padronização e a normatização dos dispositivos de assistência, para auxiliar a ANVISA e a ABNT na regulamentação dessas tecnologias. O projeto também busca produzir as análises necessárias para subsidiar o processo de incorporação de novas tecnologias e de elaboração de protocolos clínicos e diretrizes terapêuticas, seguindo os critérios da avaliação de tecnologias de saúde.Considerando as necessidades de prover à população brasileira produtos assistivos e serviços de qualidade e com um custo razoável para o sistema de saúde, a proposta é conceber dispositivos que sejam compatíveis e modulares.A modularidade consiste em definir um sistema básico, sobre o qual se podem acrescentar módulos dependendo das necessidades dos usuários, acompanhando-os durante o processo de reabilitação e apoiando a sua inclusão social. Podemos pensar, por exemplo, em uma cadeira de rodas ou um exoesqueleto para crianças que consiga, por meio desta modularidade, acompanhar parte do crescimento. Em outro exemplo, uma mesma cadeira de rodas que possa ser adaptada para diferentes usos: ao ar livre, em ambientes fechados ou em atividades esportivas. Desde o ponto de vista dos exoesqueletos, por exemplo, os módulos poderiam ser constituídos por diferentes articulações com diferentes atuadores e sensores dependendo das necessidades do usuário. A modularidade permite a customização necessária para atender as necessidades dos usuários e a redução de custos, se inclui-se outro ingrediente: a compatibilidade.Com o intuito de conseguir que diferentes módulos possam ser integrados, será necessário definir requisitos de compatibilidade mecânica e eletrônica para a cadeira de rodas e para o exoesqueleto de membros inferiores. De fato, o uso do exoesqueleto deverá ser compatível com o uso da cadeira de rodas, oferecendo ao usuário a autonomia da cadeira de rodas com a possibilidade de bipedestação e caminhada do exoesqueleto. Além disso, a possibilidade de criar um padrão de compatibilidade para incorporar módulos permite a entrada no mercado de diferentes empresas que possuam a capacidade de fabricação dos mesmos.Por exemplo, se conseguirmos definir uma estrutura para a cadeira de rodas com uma série de requisitos de materiais, mecânicos e dimensionais para acoplar encostos e assentos compatíveis, haverá um grande grupo de empresas com a capacidade de fabricar esses módulos com uma consequente redução de custos. Da mesma forma, se definirmos um padrão de barramento eletrônico para conectar sensores e atuadores na cadeira de rodas e no exoesqueleto, será possível incorporar a modularidade e, ao mesmo tempo, reduzir o custo do produto final. (AU)
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