| Processo: | 10/16192-8 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de janeiro de 2011 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2012 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia |
| Pesquisador responsável: | Carlos Cesar Crestani |
| Beneficiário: | Carlos Cesar Crestani |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Araraquara |
| Assunto(s): | Sistema cardiovascular Sistema nervoso central Transtornos relacionados ao uso de cocaína Drogas ilícitas Cocaína Esteroides |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | barorreflexo | cocaína | estresse | Sistema cardiovascular | Sistema Nervoso Central | Testosterona | Neurofarmacologia |
Resumo
Estudos têm apontado um crescimento no abuso de cocaína e esteróides androgênicos anabólicos (EAA). Além disso, o abuso de EAA está frequentemente associado ao uso de cocaína. Existem evidências na literatura sugerindo que o uso crônico de cocaína e EAA está relacionado com diversas patologias cardiovasculares, incluindo hipertensão e patologias cardíacas. Apesar da relevância do tema, os mecanismos relacionados com as patologias cardiovasculares associados com o uso crônico de cocaína e EAA, especialmente do uso simultâneo destas drogas, ainda são pouco compreendidos. Não existem relatos do efeito do tratamento crônico com cocaína, testosterona ou da co-administração destas drogas sobre a atividade do baroreflexo. Estudos têm sugerido que redução na atividade do baroreflexo pode ser um mecanismo importante relacionado com a hipertensão, além de ser um fator de risco para o desenvolvimento de arritmias e morte súbita em diversas patologias cardiovasculares. Apesar de alguns estudos in vitro relatarem comprometimento na reatividade vascular a agentes vasoativos após exposição crônica a cocaína ou EAA, não existem estudos in vivo relatando o efeito da administração crônica destas drogas sobre a reatividade vascular. Comprometimento na resposta vascular é um indicador e um marcador de aterosclerose e de alterações na ação vascular de agentes vasodilatadores e vasoconstritores, e tem sido proposto como um dos mecanismos no desenvolvimento da hipertensão. Alguns estudos têm sugerido que a exposição crônica à cocaína altera as respostas cardiovasculares e neuroendócrinas ao estresse. Entretanto, não existem evidências na literatura relatando o efeito da administração de testosterona ou da co-administração de testosterona e cocaína sobre as respostas autonômicas e neuroendócrinas ao estresse. Por fim, estudos têm relatado que a administração crônica de cocaína ou testosterona desencadeia alterações funcionais importantes em estruturas do sistema nervoso central (SNC) envolvidas no controle da atividade cardiovascular. Alguns estudos da literatura têm sugerido que o núcleo leito da estria terminal (NLET) parece ser uma das principais regiões no SNC a apresentar alterações após a administração crônica de cocaína.Diante disso, o presente projeto testará a hipótese de que a administração repetida de testosterona e/ou cocaína desencadeia alterações nos parâmetros basais de pressão arterial (PA) e freqüência cardíaca (FC), na atividade do barorreflexo, na reatividade vascular e nas respostas autonômicas e neuroendócrinas ao estresse em ratos. Além disso, investigaremos se os efeitos cardiovasculares decorrente da administração repetida destas drogas estão associados à alteração no controle da atividade do barorreflexo e das respostas autonômicas e neuroendócrinas ao estresse exercido pelo NLET de ratos. Para tanto, nós investigaremos o efeito da administração repetida de testosterona e/ou cocaína sobre os valores basais de PA média, PA sistólica, PA diastólica e FC; a atividade do barorreflexo; a reatividade vascular a agentes vasoconstritor e vasodilatador e as respostas autonômicas e neuroendócrinas ao estresse por restrição agudo. Nós também estudaremos o efeito destes tratamentos sobre o controle da atividade do barorreflexo e das respostas autonômicas e neuroendócrinas ao estresse por restrição agudo exercido pelo NLET de ratos. (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |