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Epigenetics: a possible link between stress and melanocyte malignant transformation

Processo: 11/09114-3
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de junho de 2011 - 30 de novembro de 2011
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Miriam Galvonas Jasiulionis
Beneficiário:Miriam Galvonas Jasiulionis
Instituição-sede: Instituto Nacional de Farmacologia (INFAR). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:06/61293-1 - Contribuição da metilação de DNA na carcinogênese, AP.JP
Assunto(s):Epigênese genética  Transformação celular neoplásica  Estresse oxidativo  Melanoma  Progressão tumoral  Publicações de divulgação científica  Artigo científico 

Resumo

Melanoma é o tumor de pele mais agressivo, sendo altamente resistente às terapias disponíveis atualmente. Como os outros tipos de câncer, o melanoma é caracterizado tanto por alterações genéticas como epigenéticas. Epigenética se refere a mecanismos regulatórios da atividade gênica, que são transmitidos mitoticamente e que não envolvem mudanças na sequência primária do DNA. Mecanismos epigenéticos compreendem metilação do DNA, modificações em histonas, remodelamento da cromatina e silenciamento de RNA por microRNAs. Tais mecanismos são essenciais ao desenvolvimento e expressão tecido-específica normais e seu rompimento pode levar à expressão gênica inapropriada, contribuindo com o desenvolvimento do câncer. Diferente de mutações, mecanismos epigenéticos são potencialmente reversíveis e podem mudar de acordo com variações ambientais (nutrição, hormônios, inflamação ou qualquer outro dano ou insulto ambiental). O desenvolvimento de várias patologias, incluindo o câncer, tem sido associado com condições crônicas de estresse. Radiação ultravioleta e inflamação persistente, condições sustentadas de estresse, são consideradas fatores que contribuem com o desenvolvimento do melanoma. Desta forma, a compreensão da relação entre estresse sustentado, marcas epigenéticas aberrantes e melanoma poderá esclarecer a iniciação deste tipo de tumor e fornecer novos caminhos para o desenvolvimento de novos métodos terapêuticos e marcas epigenéticas para diagnóstico e prognóstico. Nesta revisão, serão discutidos dados atuais sobre marcas epigenéticas aberrantes no melanoma, modelos disponíveis para estudo deste tipo de tumor e o papel potencial da epigenética no desenvolvimento do melanoma por insultos crônicos. A promessa de marcadores epigenéticos para diagnóstico, prognóstico e tratamento do melanoma também serão comentados. (AU)