Resumo
A obesidade é atualmente o mais grave dos problemas de saúde pública, sendo considerada uma doença fora de controle. Agregada à obesidade, uma constelação de doenças como resistência à insulina, hipertensão, dislipidemia, aterosclerose e, entre outras, alguns tipos de câncer, são responsáveis por elevados índices de mortalidade ou incapacitação funcional. Estas enfermidades apresentam o fenômeno inflamatório, crônico e de baixo grau como denominador comum, o qual pode atuar como iniciador ou intensificador na gênese destes distúrbios metabólicos. Da atual compreensão destes fenômenos surgiu o termo "metainflamação", onde peptídeos pró-inflamatórios encontram-se presentes e são os responsáveis pela orquestração molecular que culmina no caos metabólico. Atualmente foi identificado no fígado e tecido adiposo de roedores o receptor 120, acoplado à proteína G (GPR-120), bem como sua cascata sinalizadora intracelular. Este receptor é responsável pelo reconhecimento dos ácidos graxos insaturados ômega-3 (W3) e ômega-9 (W9), e pela mediação das potentes respostas anti-inflamatórias exercidas por estes compostos. Substâncias sintéticas agonistas desse receptor são conhecidas, o que abre, por sua vez, grande potencial para seu uso terapêutico desde que desvendados os intrincados mecanismos celulares que regulam essa função. Recentemente, nosso grupo demonstrou a existência e funcionalidade desse receptor e seu mecanismo no SNC, onde o tratamento com W3 e 9 foi capaz de restaurar o controle da fome e reverter a resistência à insulina em neurônios controladores da fome e termogênese, em animais obesos e diabéticos. A proposta deste trabalho é demonstrar a existência e funcionalidade deste receptor em outros tecidos periféricos como músculo, fígado, adiposo, aorta, pulmão e retina, além do perfil da resposta imunológica sistêmica, à qual é profundamente afetada pela obesidade e diabetes. Diversos trabalhos demonstram a atuação dos ácidos W3 e 9 nesses tecidos, melhorando condições de aterosclerose, asma, retinopatias e imunossupressão, contudo, o mecanismo que coordena tais fenômenos continua incompreendido. (AU)
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