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Multipotent mesenchymal stromal cells from patients with newly diagnosed type 1 diabetes mellitus exhibit preserved in vitro and in vivo immunomodulatory properties

Resumo

Introdução: O diabetes mellitus do tipo 1 (DM1) é caracterizado por uma resposta autoimune que resulta na destruição das células beta pancreáticas produtoras de insulina. Células estromais mesenquimais multipotentes (MSCs) exibem potencial imunomodulador, capacidade migratória para áreas lesadas e podem contribuir para a regeneração tecidual por meio da secreção de diversos fatores bioativos. Portanto, as MSCs são consideradas como uma abordagem promissora para o tratamento de pacientes com diferentes doenças autoimunes (DAI), incluindo pacientes com DM1. Alterações fenotípica e funcionais têm sido relatadas em MSCs derivadas de pacientes com ajuda diferente. No entanto, pouco se sabe sobre as propriedades de MSCs derivadas de pacientes com diferentes DAIs. Uma vez que a autoimunidade e o microambiente diabético pode afetar a biologia das MSCs, torna-se importante investigar se estas células são adequadas no contexto dos transplantes autólogos. Assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar as propriedades (in vitro) e a eficácia terapêutica (in vivo) das MSCs isoladas a partir da medula óssea de pacientes com DM1 recém- diagnosticados (DM1-MSC) e compará-las com as MSCs isoladas de indivíduos saudáveis (C-MSCs ). Métodos: DM1-MSCs e C-MSCs foram isoladas e cultivadas até terceira passagem. Em seguida, a morfologia, o diâmetro celular, a expressão de marcadores de superfície, o potencial de diferenciação, o perfil de expressão gênica global (microarray) e a capacidade imunossupressora (in vitro) foram analisadas. O potencial terapêutico das DM1-MSCs e C-MSCs foi avaliado utilizando o modelo experimental murino de diabetes induzido por estreptozotocina (STZ). Resultados: DM1-MSCs e C-MSCs apresentaram morfologia, imunofenotipagem, potencial de diferenciação, expressão gênica de moléculas imunomoduladoras e a capacidade imunossupressora in vitro semelhantes. Quando administradas em camundongos diabéticos, tanto DM1-MSC e C-MSC foram capazes de reverter a hiperglicemia, melhorar a função das células beta pancreáticas e modular os níveis de citocinas no ambiente pancreático. Conclusões: Assim, as condições inflamatórias e metabólicas presentes no DM-1 recém diagnosticado não alteraram o fenótipo e a funcionalidade das MSCs isoladas da medula óssea dos pacientes com DM1 precoce. Assim, os nossos resultados proporcionam subsídios para a utilização de MSCs autólogas para o tratamento de pacientes diabéticos recentemente diagnosticados. (AU)