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Comunidades bacterianas e metanotróficas da Terra Preta da Amazônia sob atmosfera enriquecida com metano

Processo: 11/17035-6
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Mestrado
Vigência (Início): 01 de abril de 2012
Vigência (Término): 31 de março de 2014
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Ecologia - Ecologia Aplicada
Pesquisador responsável:Tsai Siu Mui
Beneficiário:Marília Hauck Reichert
Instituição-sede: Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA). Universidade de São Paulo (USP). Piracicaba , SP, Brasil
Assunto(s):Ecologia microbiana   Bactérias

Resumo

Os microrganismos regem os ciclos biogeoquímicos dos elementos na Terra. Apesar da importância e grande diversidade, a identificação de táxons envolvidos em processos específicos está geralmente restrita a uma pequena fração da microbiota que pode ser isolada e cultivada. Pouco se conhece sobre os microrganismos que atuam no ciclo do carbono no solo em ambientes tropicais, os chamados metanotróficos. Estes organismos participam da oxidação do metano (CH4), exercendo papel importante no controle da emissão desse gás de efeito estufa para a atmosfera.Pouco se sabe sobre os microorganismos que atuam no ciclo do carbono em solos sob ambiente tropical, conhecida como metanotróficos. Estes organismos participam na oxidação do metano (CH4), desempenhando um papel importante no controle da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. Terra Preta Antropogênica (TPA) é um importante ecossistema na região amazônica e contém fragmentos cerâmicos e frações orgânicas, como o carvão (biocarvão), que foram incorporados à TPA em períodos pré-colombianos. Isso resultou em solos sustentáveis com elevada fertilidade. TPA apresentam cerca de três vezes mais matéria orgânica, 70 vezes mais biocarvão e diversidade microbiana maior em comparação com seus solos adjacentes. Portanto, a análise de diversidade funcional na TPA pode fornecer informações sobre como microorganismos podem influenciar a fertilidade dos solos e da sua participação no ciclo biogeoquímico do carbono. Acredita-se que, devido à estrutura e função das comunidades microbianas nestes solos, com ênfase nos micro sítios de carvão, com comprovada composição distinta dos solos adjacentes, haja possibilidade de ocorrência de grupos microbianos específicos, com atividades altamente funcionais. As bactérias oxidantes de metano (metanotróficas) neste ecossistema podem servir como um filtro de metano e mitigar as emissões de metano. No entanto, pouco se sabe sobre a diversidade e a identidade das metanotróficas presentes na TPA. Para tanto, uma abordagem baseada no uso de sondagem por isótopo estável (SIP-Stable Isotope Probing) será usada para estudar bactérias aeróbicas, oxidantes de metano (metanotróficas) em TPA e seu carvão. Os genes 16S rRNA e pmoA, que codifica uma subunidade da enzima monooxigenase de metano, será analisada após a incubação de TPA e carvão com 13CH4 e a separação por densidade de frações contendo 13C-DNA de 12C-DNA da microbiota.

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