| Processo: | 12/16151-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de outubro de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 20 de janeiro de 2016 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Psicologia - Psicologia Social |
| Pesquisador responsável: | Hélio Rebello Cardoso Júnior |
| Beneficiário: | Murilo Galvão Amancio Cruz |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências e Letras (FCL-ASSIS). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Assis. Assis , SP, Brasil |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 13/18862-9 - Considerações epistemológicas para o estudo do processo de medicalização: uma imersão na filosofia de Canguilhem, BE.EP.IC |
| Assunto(s): | Psiquiatria infantil Psicopatologia Educação Mal-estar Medicalização Subjetividade Crianças |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Deleuze | escola | Foucault | Infancia | medicalização | subjetividade | Educação |
Resumo O processo de medicalização da infância é caracterizado por reduzir questões sociais a um único saber e domínio: o da medicina. Pretendemos, a partir desta pesquisa, relacionar os processos de subjetivação da infância à Sociedade Disciplinar e Sociedade de Controle, tendo como recorte o campo da Saúde Mental Infantil, sobretudo, a partir dos manuais de classificação de doenças mentais, destacando os processos de medicalização e patologização dos comportamentos infantis; e discutir a banalização dos diagnósticos para a infância e refletir como a filosofia de Deleuze/Guattarri e Foucault pode contribuir para compreensão desses fenômenos patologizantes. As crianças que, hoje, fogem ao padrão estabelecido pela medicina e pela escola são capturadas pelo saber médico psiquiátrico, com influência das classificações estatísticas, e são consideradas doentes. Não há duvidas que essas crianças sofrem e expressam um conflito, que está sendo silenciado e não tratado, e, ao invés de considerarmos um problema coletivo, concentramos no individual. O caráter problemático da subjetividade contemporânea não é visto como "expressão do tempo e do corpo", mas como uma patologia a ser controlada através da medicação que doma a criança e a traz mais próxima do ponto médio padrão. Assim, na sociedade disciplinar e na sociedade de controle, a criança tem sua potência criativa afetada, seu corpo deve ser transformado em corpo dócil e, se não se molda facilmente à disciplina, torna-se um corpo em perigo, passível de controle, através de diagnósticos que comprometem suas potencialidades. | |
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