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Avaliação do sistema renina-angiotensina em camundongos portadores de anemia falciforme

Processo: 15/04485-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2015
Vigência (Término): 31 de dezembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Medicina - Clínica Médica
Pesquisador responsável:Nicola Amanda Conran Zorzetto
Beneficiário:Pamela Lara de Brito
Instituição-sede: Centro de Hematologia e Hemoterapia (HEMOCENTRO). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/00984-3 - Doenças dos glóbulos vermelhos: fisiopatologia e novas abordagens terapêuticas, AP.TEM
Assunto(s):Anemia falciforme   Pressão sanguínea   Hematologia   Nefropatias   Modelos animais   Sistema renina-angiotensina

Resumo

A anemia falciforme (AF) é uma doença genética causada pela substituição de um ácido glutâmico por uma valina na posição 6 da ²-globina, gerando a hemoglobina S (HbS), que em condições de desoxigenação se polimeriza tornando o eritrócito propenso á falcização. Este evento pode culminar em processos vasos-oclusivos que desencadeiam complicações clínicas, dentre elas as doenças renais e cardiovasculares, dor e mortalidade. Com o avanço da idade muitos pacientes com AF desenvolvem insuficiência renal crónica. Os rins são órgãos responsáveis pela homeostasia e modulação da pressão arterial (PA) através do Sistema Renina-Angiotensina (SRA). A renina cliva o Angiotensinogenio a Angiotensina I (Ang I), enquanto que a enzima conversora de angiotensina (ECA) cliva a Ang I a Angiotensina II (Ang II), um peptídeo vasoconstritor que atua na regulação da PA pela modulação do tônus vasomotor e equilíbrio de fluídos. A Ang II também está envolvida na redução da biodisponibilidade de óxido nítrico (NO), um gás vasodilatador, contribuindo para a formação de espécies reativas de oxigênio e levando á alterações endoteliais. A Hidroxiuréia (HU) é comumente utilizada como uma terapia na AF, pois eleva os níveis de hemoglobina fetal (HbF), reduzindo a falcização das hemácias, agente doador de NO e leucopenia. Os inibidores de ECA (iECA) e bloqueadores dos receptores de Ang II (BRA II) são associados ao tratamento em alguns pacientes AF que apresentam albuminuria, com o intuito de prevenir distúrbios nefrológicos e a evolução de doença renal crônica. Estudos relatam que pacientes homozigotos para AF apresentam menor incidência a hipertensão, com a apresentação de uma menor PA, entretanto, é sabido que fatores vasoconstritores estão elevados na AF. Embora não há relatos da alteração do SRA em pacientes AF, um estudo realizado pelo nosso grupo de pesquisa utilizando um modelo animal de AF identificou alterações dos níveis de Ang II e ECA no plasma destes animais, além de mudanças na expressão dos receptores de angiotensina II (ATR) em alguns tecidos. Assim, o objetivo deste estudo é verificar se as proteínas do SRA estão alteradas de modo que possam estar envolvidas na remodelação da pressão arterial e avaliar a evolução de lesão renal em camundongos com AF.