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Estudo dos efeitos biológicos de pectinas modificadas extraídas de diferentes tipos de frutos no tratamento de células de câncer do epitélio intestinal

Processo: 16/10895-3
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Doutorado Direto
Vigência (Início): 01 de agosto de 2016
Vigência (Término): 31 de janeiro de 2019
Área do conhecimento:Ciências Agrárias - Ciência e Tecnologia de Alimentos - Ciência de Alimentos
Pesquisador responsável:Joao Paulo Fabi
Beneficiário:Raissa Sansoni Do Nascimento
Instituição-sede: Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:12/23970-2 - Alterações biológicas das pectinas de mamão com possíveis benefícios à saúde humana, AP.JP
Assunto(s):Bioquímica   Biologia molecular   Pectinas   Galectina 3   Galactanos   Neoplasias do cólon   Mucosa intestinal   Chuchu   Maracujá   Mamão

Resumo

O estilo de vida do homem atual com baixo consumo de frutas fez com que Diversas Doenças Crônicas Não-Transmissíveis (DCTN), como o câncer de cólon, se tornassem mais comuns. As frutas são excelentes fontes de nutrientes e fibras alimentares, sendo que ultimamente as pectinas têm recebido atenção devido a alguns efeitos benéficos além da fermentação colônica. A pectina mais bem estudada é a Pectina Modificada de Citros (PMC), que é resultado de tratamentos térmico, químico e/ou enzimático que diminuem o tamanho das cadeias dos polissacarídeos aumentando a solubilidade. Os estudos sugeriram que a PMC tem ação anticancerígena devido à inibição da proteína pró-metastática galectina-3 pelos galactanos solúveis. Além disso, as porções ácidas das pectinas também exercem efeitos anti-proliferativos em culturas de células de câncer. Sendo assim, o projeto visa extrair e modificar termicamente 3 tipos de pectinas de diferentes fontes vegetais (chuchu, maracujá e mamão) e verificar os efeitos positivos em culturas de células de câncer de cólon. As pectinas de chuchus possuem grande quantidade de galactanos e arabinogalactanos (pectinas neutras); as de maracujá possuem grande quantidade de galacturonanos (pectinas ácidas); as de mamões possuem tanto resíduos ácidos quanto neutros. Os experimentos de inibição a galectina-3 e do tratamento de cultura de células de câncer poderá servir de base para a explicação dos possíveis efeitos benéficos como a inibição da proliferação e da adesão célula-célula. Os resultados poderiam abrir novas perspectivas do estudo de outros tipos de pectinas de outros vegetais e os possíveis efeitos benéficos do tratamento térmico dessas pectinas. (AU)