Busca avançada
Ano de início
Entree

Expressão recombinante, e caracterização funcional dos domínios não catalíticos de uma metaloproteinase da classe P-III do veneno da serpente Bothrops jararaca, utilizando um sistema de expressão livre de célula

Processo: 17/09648-4
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2017
Vigência (Término): 30 de junho de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Milene Cristina Menezes dos Santos
Beneficiário:Jessica de Alcantara Ferreira
Instituição-sede: Instituto Butantan. Secretaria da Saúde (São Paulo - Estado). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:13/07467-1 - CeTICS - Centro de Toxinas, Imuno-Resposta e Sinalização Celular, AP.CEPID
Assunto(s):Proteômica   Metaloproteinases   Venenos de serpentes   Bothrops jararaca   Proteínas recombinantes

Resumo

Proteinases estão entre os componentes majoritários do proteoma dos venenos de serpentes viperídeas. Neste contexto, as metaloproteinases de veneno de serpentes (SVMPs em inglês) estão entre os componentes abundantes e são responsáveis por diversos efeitos patológicos no envenenamento. As SVMPs contêm domínios regulatórios adicionais ao domínio catalítico, envolvidos em seus mecanismos de interação com a matriz extracelular e com integrinas. O fator hemorrágico 3 (HF3), é uma metaloproteinase altamente hemorrágica, isolada do veneno da serpente Bothrops jararaca, composta pelos domínios catalítico, tipo-disintegrina (D) e rico em cisteínas (C), e apresenta 5 sítios putativos de N-glicosilação (3 sítios no domínio catalítico e 2 no domínio rico em cisteínas). Trabalhos anteriores sobre o papel desses domínios na atividade biológica do HF3 revelaram que proteínas recombinantes contendo o domínio rico em cisteínas, obtidas em E. coli e em fusão com a GST (Gluthationa S-transferase) (GST-DC e GST-C), foram capazes de inibir a agregação plaquetária induzida pelo colágeno e de induzir resposta pró-inflamatória em camundongos, e essas atividades foram inibidas por anticorpos integrinas (anti-±M e anti-²2), sugerindo um papel para o domínio rico em cisteínas em promover efeitos pró-inflamatórios do HF3 mediados pela integrina ±M/²2. A análise da interação do HF3 com proteínas da matriz extracelular e do plasma humano revelou que o HF3 interage os colágenos dos tipos I e VI, fibrinogênio, fibronectina e laminina, proteínas estas que são importantes para a manutenção da integridade dos vasos capilares e da hemostasia. Neste projeto pretendemos obter a proteína recombinante DC/HF3 na forma selvagem, e contendo mutações sítio-dirigidas na região hiper variável do domínio rico em cisteínas (resíduos básicos K568A, K569A e K575A; e resíduos ácidos D573A, E579A, D580A, e D582A) utilizando um sistema de expressão livre de célula derivado de E. coli, a fim de identificar resíduos de aminoácidos importantes para sua interação com substratos do HF3, utilizando ensaios de ligação em fase sólida e avaliando a capacidade da proteína DC selvagem e mutante em inibir a agregação plaquetária induzida pelo colágeno. Os resultados deste estudo deverão avançar o conhecimento sobre a interação de metaloproteinases com seus alvos moleculares. (AU)

Mapa da distribuição dos acessos desta página
Para ver o sumário de acessos desta página, clique aqui.