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Proteínas inibidoras da apoptose (IAPs) como alvo terapêutico no melanoma: estudos com prodigininas em células resistentes ao vemurafenibe

Processo: 17/09022-8
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de dezembro de 2017
Vigência (Término): 30 de novembro de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Bioquímica e Molecular
Pesquisador responsável:Leticia Veras Costa Lotufo
Beneficiário:Paola Cristina Branco
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:15/17177-6 - Abordagem integrada na prospecção sustentável de produtos naturais marinhos: da diversidade a substâncias anticâncer, AP.TEM
Assunto(s):Proteínas inibidoras de apoptose   Melanoma

Resumo

As proteínas inibidoras de apoptose (IAPs) são uma família de proteínas que partilham o domínio do tipo BIR que reconhece caspases, e sua interação com essas é capaz de inibir a cascata apoptótica. Dentre os membros desta família, destaca-se a survina cuja expressão é mínima ou mesmo ausente em células normais, no entanto apresenta-se superexpressa em células tumorais, o que a configura como possível alvo terapêutico. Foi relatado previamente que membros dessa família estão superexpressos em melanoma. O melanoma é a forma mais agressiva de câncer de pele apresentando altas taxas de mortalidade. Atualmente grande parte do tratamento baseia-se no vemurafenibe, um inibidor de B-Raf que reconhece seletivamente a mutação nesta proteína. Muito embora haja uma taxa considerável de sucesso nessa terapêutica, aproximadamente 20% dos pacientes apresentam recidiva e uma resistência intrínseca a terapia. Diante disso, novas alternativas terapêuticas são necessárias. Vale ressaltar que a survivina tem sido relacionada com a resistência em células de melanoma. As prodigininas, um grupo de metabólito secundários extraídos a partir de bactérias que apresenta atividade citotóxica e imunomoduladora, têm sua atividade relacionada a modulação da survivina. Nossos ensaios preliminares demonstraram que a prodigiosina e derivados apresentam citotoxicidade na ordem de nanomolar inclusive em células resistentes ao vemurafenibe, configurando uma possibilidade terapêutica ao melanoma. Diante o exposto, torna-se necessário avaliar os efeitos da prodigiosina e derivados em linhagens de melanoma parentais e resistentes ao vemurafenibe, seu mecanismo de ação e avaliar o papel da survivina nesta terapia.

Publicações científicas
(Referências obtidas automaticamente do Web of Science e do SciELO, por meio da informação sobre o financiamento pela FAPESP e o número do processo correspondente, incluída na publicação pelos autores)
SAHM, BIANCA DEL B.; PERES, JADE; REZENDE-TEIXEIRA, PAULA; SANTOS, EVELYNE A.; BRANCO, PAOLA C.; BAUERMEISTER, ANELIZE; KIMANI, SERAH; MOREIRA, EDUARDA A.; BISI-ALVES, RENATA; BELLIS, CLAIRE; MLAZA, MIHLALI; JIMENEZ, PAULA C.; LOPES, NORBERTO P.; MACHADO-SANTELLI, GLAUCIA M.; PRINCE, SHARON; COSTA-LOTUFO, V, LETICIA. Targeting the Oncogenic TBX2 Transcription Factor With Chromomycins. FRONTIERS IN CHEMISTRY, v. 8, MAR 3 2020. Citações Web of Science: 0.
JIMENEZ, PAULA C.; WILKE, DIEGO V.; BRANCO, PAOLA C.; BAUERMEISTER, ANELIZE; REZENDE-TEIXEIRA, PAULA; GAUDENCIO, SUSANA P.; COSTA-LOTUFO, LETICIA V. Enriching cancer pharmacology with drugs of marine origin. British Journal of Pharmacology, v. 177, n. 1, p. 3-27, JAN 2020. Citações Web of Science: 1.

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