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Efeito do consumo de café no risco de hipertensão arterial em indivíduos saudáveis e na sobrevida após síndrome coronariana aguda: análise de estudos longitudinais

Processo: 18/04116-7
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado
Vigência (Início): 01 de junho de 2018
Vigência (Término): 31 de maio de 2020
Área do conhecimento:Ciências da Saúde - Nutrição - Análise Nutricional de População
Pesquisador responsável:Dirce Maria Lobo Marchioni
Beneficiário:Andreia Alexandra Machado Miranda
Instituição-sede: Faculdade de Saúde Pública (FSP). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Assunto(s):Estudos longitudinais   Consumo de alimentos   Doenças cardiovasculares   Café

Resumo

Introdução: O café é uma das bebidas mais consumidas no Brasil e no mundo Ocidental, o que explica o grande interesse por parte dos pesquisadores. Alguns estudos têm verificado os efeitos fisiológicos desta bebida na saúde humana, principalmente devido a presença de polifenóis, em especial, nas doenças cardiovasculares. Contudo, os resultados são ainda conflitantes e inconclusivos. Objetivos: Investigar a associação entre o consumo habitual de café e o risco de hipertensão arterial, em participantes do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto - ELSA-Brasil; e avaliar a influência a longo prazo do consumo de café em resultados fatais e não fatais após Síndrome Coronariana Aguda (SCA), em participantes da coorte de Estrategia de Registro de Insuficiência Coronariana - ERICO. Métodos: Serão utilizados dados procedentes de dois estudos prospetivos longitudinais: ELSA-Brasil e ERICO. No ELSA-Brasil, a amostra inclui 15.105 participantes adultos, de seis instituições públicas de ensino superior e pesquisa das regiões Nordeste, Sul e Sudeste do Brasil. O ERICO envolveu 1.085 participantes admitidos no Hospital Universitario da Universidade de Sao Paulo, devido a um evento de SCA. Em ambos os projetos, o consumo alimentar individual foi estimado utilizando o questionário de frequência alimentar validado, de natureza semi-quantitativa. Para a avaliação da ingestão habitual de café, os participantes responderam a frequência com que consumiram café, a quantidade da bebida consumida em cada ocasião, bem como, o tipo de café (filtrado, instantâneo, expresso) e se esse café continha ou não cafeína. Serão utilizadas informações sócio-demográficas, de saúde, estilo de vida e dieta auto-referidas através de questionários padronizados, bem como, medidas antropométricas, de pressão arterial, dados bioquímicos e laboratoriais, coletados por pesquisadores devidamente treinados. Modelos múltiplos de regressão serão utilizados para avaliar a associação entre o consumo de café e o risco de hipertensão arterial. As razões de risco (RR) com respectivos intervalos de confiança de 95% (IC 95%) serão calculadas de maneira bruta e com ajuste pelos fatores de confusão nos modelos múltiplos. Para testar a hipótese de associação entre os parâmetros fatais (mortalidade por todas as causas, mortalidade por DCV e mortalidade por DAC) e o consumo de café, será utilizada a análise de regressão de Cox. Será realizada a análise das curvas de sobrevida de Kaplan-Meier com o teste de log-rank. Torna-se necessário acrescer novas evidências científicas representativas da população brasileira e dados relevantes acerca dos possíveis efeitos do café na saúde cardiovascular, numa população de indivíduos saudáveis e em pacientes com DCV comprovada, gerando um contributo positivo tanto a nível individual, quanto do ponto de vista da saúde pública.

Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre a bolsa:
Café em excesso aumenta a chance de pressão alta em pessoas predispostas 
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