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Indução e ciência em Aristóteles

Texto completo
Autor(es):
Tomás Roberto Troster
Número total de Autores: 1
Tipo de documento: Tese de Doutorado
Imprenta: São Paulo.
Instituição: Universidade de São Paulo (USP). Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Data de defesa:
Membros da banca:
Luiz Henrique Lopes dos Santos; Roberto Bolzani Filho; Fernando Eduardo de Barros Rey Puente; Rodrigo Guerizoli Teixeira; Marco Antonio de Avila Zingano
Orientador: Luiz Henrique Lopes dos Santos
Resumo

A ciência (episteme) é entendida por Aristóteles como um conhecimento demonstrativo, isto é, um tipo de saber que pode ser expressado por um discurso (logos) dedutivo fundado em premissas necessárias. No entanto, a demonstrabilidade que caracteriza a ciência não se atribui a seus princípios. Segundo Aristóteles, seria impossível demonstrar absolutamente tudo, pois assim se cairia em uma demonstração infinita e, portanto, tampouco haveria demonstração. Os primeiros princípios das ciências são apreendidos pela inteligência (noûs), a partir de resultados alcançados por indução (epagogé), que é a passagem de particulares a universais. Começando por uma análise dos aspectos formais da ciência, esta tese investiga os diversos sentidos e traços dos processos indutivos, procurando mostrar como eles e outros instrumentos do pensamento podem propiciar conhecimentos seguros que garantam a necessidade do conhecimento científico e de suas demonstrações. (AU)

Processo FAPESP: 13/00543-4 - Indução, demonstração e a inefável cientificidade dos princípios em Aristóteles
Beneficiário:Tomás Roberto Troster
Linha de fomento: Bolsas no Brasil - Doutorado Direto