Resumo
O incremento da concentração de poluentes atmosféricos tem preocupado as agências de controle ambiental tornando a problemática da poluição do ar alvo de grande interesse para estudo. Os veículos tem sido os principais responsáveis pela contaminação do ar nas grandes cidades, por emitir compostos precursores do fenômeno tipicamente urbano denominado smog fotoquímico. O efeito da poluição causada por este fenômeno constitui um problema de difícil avaliação devido à presença na atmosfera de inúmeras classes de compostos orgânicos e reações químicas que ainda não foram bem elucidadas. A maioria dos poluentes originados durante o smog fotoquímico é comprovadamente tóxica e acarreta danos a curto e a longo prazo à saúde da população e aos ecossistemas naturais. Dentre os vários poluentes fotoquímicos (PAN, ácidos orgânicos, aldeídos cetonas, ozônio entre outro), o ozônio é o poluente que tem despertado maior interesse em nível mundial devido a sua crescente formação, dificuldade de controle e ao seu alto potencial tóxico aos sistemas biológicos. Os efeitos da poluição aérea, particularmente do ozônio, sobre os organismos vivos podem ser delimitados, previstos e até minimizados através de biomonitoramento, sendo que várias espécies vegetais podem ser utilizadas como indicadoras da presença de poluentes na atmosfera. Para que o biomonitoramento seja uma ferramenta aplicável aos estudos da poluição aérea é necessário avaliar as reações químicas, bioquímicas, fisiológicas e mutagênicas promovidas pelos poluentes atmosféricos sobre as plantas. Estes estudos são geralmente realizados em ambientes urbanos e controlados através de câmaras de fumigação, onde um poluente específico, mistura de poluentes ou a poluição urbana pode ser simulada em concentrações similares as encontradas na atmosfera. A simulação da poluição em câmaras tem sido comumente realizada para determinar o potencial fitotóxico de alguns poluentes, tais como O3, SO2 e NOx, fumigando plantas, com um dado poluente ou misturas pré-estabelecidas de poluentes Entretanto estudos com simulação que se proponha acompanhar as reações de plantas bioindicadoras ao longo do processo de transformações químicas atmosféricas durante formação do smog fotoquímicos não tem sido efetivamente realizados. Desta forma, o projeto tem por finalidade avaliar as respostas de bioindicadores vegetais a diferentes condições da química atmosférica envolvidas no smog fotoquímico buscando determinar efeitos antagônicos e sinérgicos dos poluentes sobre as espécies vegetais. Esta avaliação integrada das respostas das plantas com a química da atmosfera, através da simulação em câmara, monitorando minuciosamente as mudanças vegetais ao longo dos processos de transformações atmosféricas possibilita não somente dar um salto nas pesquisas de biomonitoramento realizadas no Brasil, mas também abrir novos horizontes no âmbito do entendimento da interação atmosfera-biosfera uma vez que os estudos serão focalizados na compreensão interdisciplinar entre a química atmosférica e as respostas químicas, bioquímicas e fisiológicas das plantas. (AU)
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