| Processo: | 02/13441-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2003 |
| Data de Término da vigência: | 30 de setembro de 2006 |
| Área de conhecimento: | Ciências Humanas - Antropologia |
| Pesquisador responsável: | Walter Alves Neves |
| Beneficiário: | Maria Mercedes Martinez Okumura |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências (IB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Arqueologia Sambaquis Craniometria Holoceno |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Arqueologia Brasileira | Craniometria | Holoceno | Sambaqui |
Resumo Sambaqui é o nome dado aos sítios arqueológicos deixados por populações que habitaram a costa brasileira, da Bahia até o Rio Grande do Sul, entre 6500 e 500 anos AP. A dispersão inicial desses povos teria ocorrido em dois grandes eixos que se expandiram a partir da divisa entre SP e PR. Ao chegar à costa do RJ e ES, tais grupos teriam encontrado esses locais habitados por outros povos pescadores-coletores. Em Santa Catarina, no litoral Central, também teria ocorrido à interação de dois grupos biológicos distintos, antes da chegada da cerâmica. Esta que aparece tardiamente em alguns sambaquis, há cerca de mil anos atrás, está relacionada a tradições provenientes do interior do país. No litoral Norte de Santa Catarina, a chegada de cerâmica coincide com a chegada de uma nova população. Até o momento, a maioria dos trabalhos realizados com materiais esqueletais provenientes de sambaquis não levou em conta o problema da origem e da dispersão dos povos que habitaram esses sítios. O objetivo deste projeto é testar as seguintes hipóteses através da análise morfológica craniana: os povos dos sambaquis representam, em termos regionais, pelo menos dois grupos de morfologia craniana distinta, cuja dispersão coincide com dois bolsões regionais, um ao norte e outro ao sul de São Paulo; no litoral central de Santa Catarina existiram duas populações pré-cerâmicas de morfologia distinta; e com o aparecimento da cerâmica, ao menos no Norte de Santa Catarina, aparece uma nova morfologia craniana. (AU) | |
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