| Processo: | 06/60197-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Programa Primeiros Projetos |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2007 |
| Data de Término da vigência: | 31 de julho de 2008 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular |
| Acordo de Cooperação: | CNPq - Programa Primeiros Projetos |
| Pesquisador responsável: | Adriana Franco Paes Leme |
| Beneficiário: | Adriana Franco Paes Leme |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Venenos de serpentes Bothrops jararaca Cisteína |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Integrina | Metaloproteinase | Mudpit | Proteoma Cige | Veneno De Serpente |
Resumo
A complexidade e a variedade de alvos com os quais as metaloproteinases de venenos de serpentes interagem fazem delas importantes candidatas para o delineamento de drogas e importantes ferramentas biológicas. Essas metaloproteinases são proteínas de estrutura modular que contêm domínios regulatórios adicionais envolvidos em seus mecanismos de interação com a matriz extracelular e com integrinas. Recentemente, mostramos que o domínio rico em cisteínas da atrolisina A, uma metaloproteinase de Crotalus atrox, foi capaz de ligar-se ao colágeno tipo I e ao fator de von Willebrand (vWF), além de inibir a interação do colágeno tipo I com o vWF e vice-versa. O HF3 é uma metaloproteinase hemorrágica da Bothrops jararaca. Estudando sua participação no processo inflamatório, mostramos a ativação da fagocitose mediada pela integrina alfaMbeta2 pelo HF3 e pela proteína recDC-HF3 (composta pelos domínios tipo-disintegrina e rico em cisteínas). Neste projeto pretendemos utilizar diversas metodologias proteômicas, de biologia molecular e de farmacologia para analisar a interação do HF3 com proteínas plasmáticas, de membrana de células endoteliais, de macrófagos e de monócitos, além de ampliar o estudo sobre o papel dos domínios não proteolíticos do HF3 na interação com seus alvos celulares e plasmáticos. Ainda, pretendemos avaliar o efeito de algumas proteínas ligadoras de cálcio na inibição da agregação plaquetária e na ativação de macrófagos, promovidas pelo HF3. Esse estudo deverá resultar na geração de novos conhecimentos sobre metaloproteinases e também poderá indicar moléculas de interesse para a geração de fármacos dirigidos a processos que envolvam interações moleculares dependentes de integrinas e de proteínas que contenham o domínio A do fator de von Willebrand. A utilização da metodologia de MudPIT também proposta deverá fornecer uma visão global das alterações proteômicas geradas pela interação do HF3 com seus alvos celulares e plasmáticos. (AU)
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