| Processo: | 07/03404-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2007 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2010 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Geral |
| Pesquisador responsável: | Yara Cury |
| Beneficiário: | Yara Cury |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Analgesia Analgésicos opioides Crotalfina Expressão gênica Dinoprostona Immunoblotting Ensaio de imunoadsorção enzimática |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Analgesia | Dor | Inflamação | Opióides | Receptores opióides | sCrotalfina | Dor e Inflamação |
Resumo
Os fármacos opioides são amplamente utilizados no tratamento de dores de diferentes origens, como por exemplo, dores inflamatórias e de câncer. A analgesia ocasionada pelos opioides é mediada por receptores denominados receptores opioides, que estão presentes tanto no sistema nervoso central quanto em tecidos periféricos. Dados da literatura têm mostrado que fármacos opioides possuem eficácia aumentada na vigência de resposta inflamatória ou lesão tecidual. Os possíveis mecanismos envolvidos neste fenômeno compreendem alterações na expressão/ exposição e/ ou funcionalidade destes receptores, contudo este fenômeno é ainda pouco compreendido e os estudos existentes até o momento envolvem predominante os receptores opioides do tipo mu. Ainda, estudos realizados por nosso grupo mostraram que a Crotalfina, uma substância tipo opioide obtida a partir do veneno da cascavel, apresenta efeito analgésico mediado por receptores opioides kappa e delta. Este efeito analgésico é observado por 5 horas, na ausência de sensibilização prévia, contudo, na vigência de hiperalgesia, a analgesia pode ser detectada por até 5 dias. Baseados nestes dados, o objetivo deste projeto de pesquisa é investigar: (a) se na vigência de hiperalgesia induzida por prostaglandina E2 (PGE2) ou pela constrição crônica do nervo ciático de ratos ocorre alteração na expressão gênica (ensaios de PCR) e proteica (ensaios de immunoblotting) de receptores opióides mu, kappa e delta, em neurônios da pata e do gânglio da raiz dorsal da medula espinhal (DRG); (b) se na presença dos fenômenos hiperalgésicos há alteração no estado de fosforilação (ensaios de immunoblotting) dos receptores opioides na membrana plasmática e citossol; (c) se estes estímulos hiperalgésicos favorecem a interação dos receptores opioides com seus respectivos agonistas e com a Crotalfina, utilizando o método de ELISA em cortes do tecido plantar e do DRG ou em cultura de neurônios do DRG sensibilizados com PGE2; (d) avaliar a possível correlação entre as alterações observadas in vitro, com o aumento da potência ou duração do efeito analgésico observado in vivo para agonistas opioides ou a Crotalfina, na vigência de sensibilização prévia. (AU)
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