| Processo: | 08/53812-4 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2008 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2011 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Biologia e Fisiologia dos Microorganismos |
| Pesquisador responsável: | Tânia Aparecida Tardelli Gomes do Amaral |
| Beneficiário: | Tânia Aparecida Tardelli Gomes do Amaral |
| Instituição Sede: | Escola Paulista de Medicina (EPM). Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP). Campus São Paulo. São Paulo , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São Paulo |
| Assunto(s): | Diarreia Virulência Escherichia coli enteropatogênica |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Diarreia | Epec Atipica | Invasao | Persistencia | Virulencia |
Resumo
Escherichia coli enteropatogênica (EPEC) é sub-dividida em EPEC típica (tEPEC) e EPEC atípica (aEPEC), tendo por base a presença do plasmídeo EAF (EPEC adherence factor) nas tEPEC e sua ausência nas aEPEC. As tEPECs consituíram o principal agente de diarréia infantil em nosso meio, mas sua freqüência vem diminuindo enquanto as aEPECs têm sido encontradas em várias regiões geográficas e faixas etárias. Em países desenvolvidos, as aEPECs suplantaram as tEPECs há várias décadas, sendo inclusive agentes de diarréia persistente. tEPEC e aEPEC compartilham a capacidade de produzir lesão "attaching-effacing" (A/E) em enterócitos. Esta lesão depende da expressão de diversos genes contidos no "locus of enterocyte effacement", que codifica a formação de um sistema de secreção tipo III (SSTT), uma proteína de membrana externa adesiva (Intimina) e seu receptor translocado Tir, além de várias proteínas efetoras. Entretanto, tEPEC e aEPEC diferem em vários aspectos, sendo as aEPECs muito mais heterogêneas quanto a presença de genes de virulência. Além disto, nossos estudos recentes têm sugerido a ocorrência de mecanismos adicionais de virulência em aEPECs isoladas em nosso meio. Recentemente, verificamos que uma aEPEC invadiu células HeLa em intensidade 3 vezes maior que uma tEPEC protótipo, sendo essa propriedade mediada por intimina do sub-tipo omicron. Neste projeto, pretendemos estudar o potencial de invasão de linhagens celulares cultivadas in vitro (HeLa, Caco-2 e T84) por amostras de aEPEC com diferentes subtipos de intimina e verificar se essa propriedade depende da expressão de intimina. O modo e o grau de invasão serão comparados e os eventos posteriores à invasão serão analisados em diferentes aspectos para amostras selecionadas. (AU)
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