| Processo: | 09/11203-4 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2010 |
| Data de Término da vigência: | 30 de novembro de 2013 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Genética - Genética Humana e Médica |
| Pesquisador responsável: | Paula Rahal |
| Beneficiário: | Marilia de Freitas Calmon |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 09/52088-3 - O carcinoma de pênis: estudo de um problema brasileiro abordando da morfologia aos mecanismos moleculares, AP.TEM |
| Assunto(s): | Neoplasias dos genitais masculinos |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | análise de expressão de proteínas | análise de expressão gênica | câncer de pênis | estudo funcional de genes | oncologia molecular |
Resumo Nos Estados Unidos a taxa de incidência para o câncer de pênis é de 0,2 casos para cada 100.000 habitantes e praticamente zero em israelenses. Entretanto, é um problema de saúde substancial em países em desenvolvimento e pode constituir até 10% das malignidades em homens em alguns países da África e da América do Sul. No Brasil, o tumor representa 2% de todos os casos de câncer no homem, sendo mais frequente nas regiões Norte e Nordeste do que nas regiões Sul e Sudeste. Nas regiões de maior incidência, o câncer de pênis supera os casos de câncer de próstata e de bexiga. Embora o carcinoma de células escamosas de pênis possa ocorrer em qualquer idade, a maioria dos casos afeta indivíduos de idade avançada, com um pico de incidência por volta de 60 anos. Entre os fatores de risco para este tipo de câncer estão as condições precárias de higiene de indivíduos não circuncisados, o acúmulo de smegma sobre a pele do prepúcio, a fimose, doenças preexistentes como infecções por HPV e HIV, consumo de cigarro e exposição prolongada a radiação ultravioleta. O câncer de pênis é, na maioria dos casos, de origem epitelial escamosa e incluem os carcinomas in situ, que estão restritos ao epitélio e não infiltra a camada inferior da derme, e carcinomas invasivos, que são representados pelo carcinoma de células escamosas e sua variante de baixo grau bem diferenciado, o carcinoma verrucoso. A apresentação clínica do carcinoma de pênis é variada, indo de um intumescimento sutil, pequena excrescência, pústula ou crescimento verrugoso para um carcinoma extensivo com descamação. A progressão do câncer de pênis ocorre de uma maneira loco-regional, com envolvimento sequencial de linfonodos inguinais e pélvicos antes do desenvolvimento de metástases distantes. Os sítios comuns reportados para as metástases incluem pulmão, cérebro e osso. A recorrência do tumor pode desenvolver dentro do sistema linfático com nódulos discretos ou em sítios distantes como já foi estabelecido. A morte dos indivíduos ocorre frequentemente em consequência de inanição e sepsia ou de sangramento como resultado de erosão de veias femurais causada por ulceração de metástases inguinais. O conhecimento sobre as mudanças patogênicas que ocorrem no câncer de pênis ainda é muito limitado principalmente por causa de um numero pequeno de amostras e escassez de tecidos patológicos para pesquisa pré clinica. As pesquisas em níveis pré-clínicos ou clínicos têm sido focadas em associações virais, entretanto fatores genéticos e moleculares também desempenham um papel importante na carcinogênese de pênis sendo que muitos destes fatores são independentes da infecção por HPV. O carcinoma de pênis e uma doença rara e há poucos estudos sobre as alterações moleculares neste tipo de câncer. Portanto, é de fundamental importância estudar as mudanças genéticas que ocorrem em câncer de pênis e o papel dos genes para a carcinogênese e desenvolvimento do câncer de pênis. Estudos funcionais têm demonstrado uma grande eficiência em prover novas informações sobre como determinados genes pode influenciar no desequilíbrio da homeostase celular e com isso suas possíveis consequências na carcinogênese. Assim, a análise funcional de genes específicos pode revelar como eles atuam no controle do crescimento e diferenciação celular, no metabolismo celular, apoptose e na tumorigênese, ajudando na identificação de marcadores pra um diagnóstico precoce, identificação de marcadores de prognóstico e no delineamento no tratamento da doença. Tendo em vista o exposto, o objetivo geral deste projeto é analisar os mecanismos de atuação dos genes selecionados por meio de técnicas de analise em larga escala da expressão de genes em carcinoma de pênis por meio de diversos estudos funcionais, procurando, com isso, identificar as vias nos quais estes genes estão inseridos. (AU) | |
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