Resumo
As células dentro de um tecido e/ou órgão se aderem e interagem por meio de especializações da membrana plasmática denominadas junções intercelulares. Essas estruturas participam de importantes eventos celulares tais como reconhecimento, comunicação, adesão intercelular e diferenciação celular. A função e estrutura das junções intercelulares podem ser reguladas em certas condições in vitro e in vivo, e é notório seu envolvimento em vários processos fisiopatológicos. Nas ilhotas pancreáticas, as diferentes células endócrinas se interconectam por meio das junções de oclusão, comunicante, aderente e desmossomos. Dentre essas, a junção comunicante tem sido a mais estudada e parece ser crucial para o perfeito funcionamento deste órgão. Porém, pouco se sabe sobre a função fisiopatológica e composição bioquímica dos outros subtipos de junções intercelulares no pâncreas endócrino. O objetivo geral deste projeto é investigar o papel do contato intercelular mediado pelas junções de oclusão e aderente no funcionamento do pâncreas endócrino, com ênfase na biologia da célula beta. Para tal, serão empregados modelos animais do processo de maturação e disfunção da célula beta pancreática, a saber: ratos em diferentes fases do desenvolvimento e camundongos diabéticos após ingestão de dieta hiperlipídica, respectivamente. O possível papel das junções de oclusão e aderente na maturação e disfunção da célula beta será estudado através da avaliação da expressão e localização celular de algumas proteínas associadas a essas junções (ocludina, ZO-1, N-CAM, caderina, alfa- e beta-cateninas) nas ilhotas pancreáticas em combinação com a análise de aspectos funcionais (secreção de insulina) e morfológicos do pâncreas endócrino nestes modelos animais. (AU)
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