| Processo: | 11/14686-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de março de 2014 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia |
| Pesquisador responsável: | Marcus Lira Brandão |
| Beneficiário: | Sangu Muthuraju |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 11/00041-3 - Neurobiologia do estresse: a interface sensório-motora, AP.TEM |
| Assunto(s): | Tonsila do cerebelo Colículos inferiores Dopamina Congelamento Ansiedade Catalepsia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Amígdala | ansiedade | Colículo Inferior | Congelamento | dopamina | M edo | Neurobiologia do medo e da ansiedade |
Resumo A estimulação elétrica ou quimicamente de diversas áreas do chamado sistema encefálico aversivo (SEA) provoca uma série de reações comportamentais e fisiológicas de natureza defensiva, como alerta, congelamento e respostas de fuga associadas a comportamentos de avaliação de risco, e alterações hormonais e autonômicas. Uma resposta que vem sendo bastante investigada nesse contexto é o chamado congelamento pós-estimulação de estruturas do teto mesencefálico, como a substância periaquedutal dorsal (SCPd) e os aspectos ventrais do núcleo central do colículo inferior (CIC). Esta resposta corresponde ao período que se segue a um perigo imediato intenso ou um ataque de pânico. Como sabemos que estímulos neutros associados à estimulação da SCPd ou do CIC adquirem propriedades aversivas é possível que esta resposta seja indicativa de medo condicionado contextual associado ao estado aversivo gerado pela estimulação do teto mesencefálico de forma que tem sido considerado como um modelo de distúrbio de pânico. O substrato neural do congelamento pós- estimulação do colículo inferior pode estar subjacente ao estado aversivo gerado ainda no nível do processamento da informação aversiva. Neste projeto vamos investigar uma provável mediação dopaminérgica dessa resposta defensiva. Três evidências obtidas nesse laboratório recentemente justificam essa abordagem: I) a catalepsia que se obtém por bloqueio de receptores dopaminérgicos (DA) no estriado dorsal se assemelha bastante à imobilidade pós estimulação elétrica ou química (com injeções locais de NMDA) do CIC (Cardoso et al. 1994), II) o CIC contém concentrações apreciáveis de DA de forma que este neurotransmissor pode mediar certas respostas defensivas nesta estrutura mesencefálica, como a esquiva ativa (Troncoso et al. 2003), III) a injeção sistêmica de haloperidol inibe a imobilidade pós-estimulação química com NMDA do CIC. Neste projeto vamos estudar os mecanismos subjacentes à imobilidade pós-estimulação do CIC na perspectiva de entender o filtro sensorimotor para as informações aversivas que ascendem neste nível mesencefálico para estruturas superiores. Isto será feito através da análise dos efeitos de manipulações do sistema DA no CIC sobre as respostas defensivas induzidas por sua estimulação elétrica ou química com NMDA, os seus correlatos eletrofisiológicos (potenciais evocados auditivos), neuroquímicos associados no estriado dorsal (microdiálise) e o recrutamento de estruturas envolvidas com o filtro sensorial ("sensorimotor gating") das respostas defensivas (marcação Fos). Será feita uma análise comparativa entre os resultados obtidos com as abordagens comportamentais, farmacológica, eletrofisiológica e neuroquímica também aplicadas à catalepsia tradicionalmente obtida com injeções sistêmicas de haloperidol. | |
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