| Processo: | 12/01888-2 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de abril de 2012 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2016 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia |
| Pesquisador responsável: | Carlos Cesar Crestani |
| Beneficiário: | Josiane de Oliveira Duarte |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Barorreflexo Estresse crônico Estresse psicológico Estresse por restrição Sistema nervoso autônomo Neurofarmacologia Sistema cardiovascular |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | barorreflexo | estresse | Sistema cardiovascular | Sistema nervoso autonomo | Neurofarmacologia |
Resumo Estudos em humanos e animais têm fornecido evidências que correlacionam fatores psicossociais, como a exposição ao estresse e transtornos psiquiátricos, com a patogênese de diversas patologias cardiovasculares. Apesar da relevância do tema, os mecanismos envolvidos com os problemas cardiovasculares associados ao estresse ainda são pouco compreendidos. Em animais tem sido utilizado protocolos de estresse crônico psicológico que envolvem a exposição diária ao mesmo estressor ou a diferente tipos de estressores. Apesar de estudos demonstrarem que estes dois protocolos de estresse causam efeitos diferentes sobre o comportamento e a atividade neuroendócrina, nenhum estudo comparou de maneira direta suas consequências sobre a função cardiovascular. A ontogenia é outro fator que pode influenciar as respostas comportamentais e fisiológicas ao estresse. Neste sentido, estudos pré-clínicos sugerem que ratos adolescentes são mais vulneráveis às consequências negativas do estresse. No entanto, informações acerca dos efeitos do estresse crônico sobre a função cardiovascular em animais adolescentes são escassas. Além disso, as conseqüências a longo prazo da exposição a estímulos aversivos durante a adolescência são pouco compreendidos. Os mecanismos fisiopatológicos envolvidos nas complicações cardiovasculares associadas ao estresse também não estão claramente elucidados. Estudos têm sugerido que redução na atividade do barorreflexo pode ser um mecanismo importante relacionado com a hipertensão, além de ser um fator de risco para o desenvolvimento de arritmias cardíacas. No entanto, existem poucas informações do efeito do estresse crônico sobre a atividade do barorreflexo. Apesar de alguns estudos in vitro relatarem comprometimento na reatividade vascular a agentes vasoativos após exposição ao estresse crônico, não existem estudos in vivo relatando o efeito do estresse crônico sobre a reatividade vascular. Comprometimento na resposta vascular a agentes vasodilatadores e vasoconstritores tem sido proposto como um dos mecanismos fisiopatológicos da hipertensão. Por fim, foi relatado que ratos expostos ao protocolo de estresse crônico variável apresentaram taquicardia de repouso e aumento no tônus simpático cardíaco. Tem sido sugerido que estas alterações cardíacas são fatores de risco para o surgimento de patologias cardiovasculares. Diante disso, o presente estudo tem os seguintes objetivos: 1) comparar, em ratos adultos, o efeito da exposição ao estresse crônico variável ou por restrição sobre a função cardiovascular; 2) comparar, em ratos adolescentes, o efeito da exposição ao estresse crônico variável ou por restrição sobre a função cardiovascular; além de investigar se as alterações induzidas pelo estresse são duradouras e persistem até a fase adulta; e 3) investigar o efeito do estresse crônico variável ou por restrição sobre a função cardiovascular em animais adultos que foram expostos ao estresse crônico durante a adolescência. Como medidas funcionais, avaliaremos em todos os protocolos experimentais os efeitos da exposição ao estresse crônico sobre os parâmetros basais de pressão arterial, frequência cardíaca, corticosterona plasmática; a atividade do barorreflexo; a reatividade vascular a agentes vasoconstritores e vasodilatadores; e o balanço autônomo cardíaco. Além disso, serão realizadas medidas somáticas de peso do coração, dos rins, das adrenais e do timo. (AU) | |
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