| Processo: | 13/15343-0 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2014 |
| Data de Término da vigência: | 31 de agosto de 2017 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Saúde Coletiva - Saúde Pública |
| Pesquisador responsável: | Fernanda Calheta Vieira Portaro |
| Beneficiário: | Daniela Cajado de Oliveira Souza Carvalho |
| Instituição Sede: | Instituto Butantan. São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Peptídeo hidrolases Tityus serrulatus |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Antiveneno | Doença tropical negligenciada | escorpionismo | peptidases | Tityus serrulatus | Peptidases de veneno de escorpião |
Resumo Acidentes causados por escorpião representam um problema de relevância para a saúde pública no Brasil, sendo mais recorrentes que incidentes causados por aranhas e serpentes. No país, a principal espécie responsável por esse quadro é o escorpião Tityus serrulatus devido sua estratégia reprodutiva, a partenogênese, e ao potencial do veneno para induzir manifestações clínicas graves, até mesmo fatais, principalmente entre as crianças. Na composição deste veneno são descritos diversos peptídeos neurotóxicos que afetam canais de Na+ e K+, sendo o principal foco de estudos científicos. Em contraste, pouco se sabe sobre os demais componentes dos venenos de escorpiões e seus efeitos no envenenamento, principalmente relacionados aos componentes enzimáticos. Trabalhos recentes mostram constante presença de peptidases no veneno que provavelmente estão atuando na formação de peptídeos. Por outro lado, resultados de nosso grupo mostram que as metalopeptidases do veneno de Tityus serrulatus (VTs) são capazes de clivar, in vitro, o neuropeptídeo dinorfina 1-13, sendo que um dos produtos desta hidrólise, a Leu-encefalina, pode interagir com canais iônicos e promover uma ação neurotóxica indireta. Esta clivagem é provavelmente resultado de sinergismo de mais de uma enzima e, além disso, é uma atividade não bloqueada pelos antivenenos comerciais. Assim, este projeto tem como objetivo buscar informações aprofundadas sobre a participação dessas enzimas no envenenamento e avaliar o potencial neutralizante dos antivenenos comerciais produzidos pelo Instituto Butantan. Com isso, pretendemos purificar a(s) metalopeptidases(s) de VTs responsável(eis) pela liberação de Leu-encefalina, buscar novos substratos peptídicos de importância biológica e caracterizar a atividade in vivo da(s) metalopeptidases(s). Estas caracterizações, inéditas na literatura, podem contribuir para um melhor conhecimento do veneno e do envenenamento, além de fornecermos informações importantes para o Setor de Produção de soros do Instituto Butantan. | |
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