| Processo: | 15/17623-6 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Mestrado |
| Data de Início da vigência: | 01 de maio de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2018 |
| Área de conhecimento: | Ciências da Saúde - Medicina - Anatomia Patológica e Patologia Clínica |
| Pesquisador responsável: | Luiz Felipe Domingues Passero |
| Beneficiário: | Eduardo Seiji Yamamoto |
| Instituição Sede: | Faculdade de Medicina (FM). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Ergosterol Leishmania Patologia |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | ergosterol | leishmania | reposicionamento de drogas | Patologia |
Resumo A leishmaniose é uma doença endêmica em 98 países sendo considerada negligenciada pela Organização Mundial da Saúde. Causada por protozoários parasitos do gênero Leishmania sp. e transmitida por vetores, a doença pode apresentar formas clínicas que variam de lesões simples que podem desaparecer espontaneamente até a forma visceral, a qual acomete órgãos internos e leva à morte se não tratada. O tratamento ainda é utilizado com antimoniais pentavalentes e anfotericina B, os quais causam uma série de efeitos secundários, além disso, relatos de resistência a esses fármacos têm sido constantemente publicados. Estes fatos demonstram que é necessário o desenvolvimento de fármacos alternativos para a quimioterapia das leishmanioses. Nesse sentido, o reposicionamento de fármacos se mostra como uma importante estratégia para o desenvolvimento de novas alternativas terapêuticas para a leishmaniose, pois fármacos já liberados para o uso em humanos podem ser reutilizados, diminuindo tempo de desenvolvimento e custos empregados para o desenvolvimento de novos fármacos. Leishmania sp. possui como um dos principais lipídios o ergosterol, cuja rota metabólica é complexa e envolve uma série de enzimas, as quais, se corretamente bloqueadas poderão suprimir a produção do ergosterol, e portanto, a viabilidade de parasitos. Considerando estes aspectos, o presente projeto objetiva reposicionar fármacos com ação em enzimas inibidoras de esteróis na leishmaniose. Para isso, os fármacos anti-hiperlipidêmicos rosuvastatina e pravastatina, os antifúngicos voriconazol, tiaconazol, fenticonazol, naftifina, nistatina e o antidepressivo mianserina serão obtidos comercialmente, e seus potenciais contra formas promastigotas de L. (L.) amazonensis, L. (L.) chagasi e L. (V.) braziliensis serão avaliados. O potencial citotóxico dos fármacos serão avaliados em macrófagos J774. Em um próximo passo, macrófagos da linhagem J774 serão infectados com as espécies listadas acima, os fármacos serão adicionados, e o potencial contra formas amastigotas será demonstrado utilizando o índice de infecção. O nível de óxido nítrico e peróxido de hidrogênio serão avaliados no sobrenadante e/ou ambiente intracelular destas células. Alterações ultraestruturais em formas promastigotas e amastigotas intracelulares submetidas ao tratamento serão avaliadas através de microscopia eletrônica de transmissão. Dependendo do tipo de alteração observada, será empregada metodologias específicas para avaliar possível mecanismo de ação do fármaco em Leishmania sp. Considerando que estes fármacos são capazes de inibir diferentes componentes da via bioquímica de formação do ergosterol, sugere-se que estes possam inibir o crescimento do parasito no interior dos macrófagos, o que de fato, poderá indicar novas estratégias de tratamento, podendo revolucionar a atual quimioterapia. | |
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