| Processo: | 15/25619-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2016 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Biofísica - Biofísica Molecular |
| Pesquisador responsável: | João Ruggiero Neto |
| Beneficiário: | João Ruggiero Neto |
| Instituição Sede: | Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas (IBILCE). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de São José do Rio Preto. São José do Rio Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | São José do Rio Preto |
| Assunto(s): | Peptídeos catiônicos antimicrobianos Antineoplásicos Anti-infecciosos Polybia paulista |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Atividade interfacial | interação peptídeo membrana | Membranas Modelo | peptídeo anticâncer | peptídeos líticos | Seletividade | peptídeos e biomembranas |
Resumo
O peptídeo antimicrobiano MP1-MP1 (MP1) extraído da vespa nativa Polybia paulista apresenta, além de potente atividade antimicrobiana, atividade inibitória de proliferação de algumas linhagens de células de câncer. Apresenta ainda seletivo reconhecimento a T linfócitos leucêmicos não reconhecendo a mesma linhagem de células sadias, tendo, portanto um grande potencial de aplicação farmacêutica e médica. Reunimos fortes evidências experimentais que indicam que a origem desta atividade e seletividade é a presença dos aminofosfolipídios, fosfatidilserina (PS) e fosfatidiletanolamina (PE), na camada externa da membrana destas células. PS e PE atuam em sinergia, o primeiro, por ser aniônico, aumenta a afinidade do peptídeo e o segundo aumenta a permeabilidade induzida pelo peptídeo. Observamos ainda que a afinidade de peptídeos com grupos ácidos e básicos, como o MP1, à bicamadas aniônicas é modulada pelo pH do meio. A proposta é de investigar as base biofísico-químicas desta sinergia entre PS e PE bem como o efeito de pequenas variações de pH que caracterizam o meio extra celular das células de câncer. O foco principal é de compreender os aspectos envolvidos na adsorção do peptídeo na bicamada e seu efeito no empacotamento lipídico bem como as influências do pH. A proposta é de utilizar um conjunto de diferentes enfoques experimentais que contribuam para explorar o sinergismo destes lipídios e também os efeitos do MP1 e análogos que possuam pI na faixa de pH entre o fisiológico e do meio extracelular das células de câncer. Espera-se aumentar a compressão de aspectos importantes que ocorrem na interface e que modulam a seletividade destes peptídeos e de novas sequências mais seletivas com potencial de aplicação médica. (AU)
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