| Processo: | 16/25255-0 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de julho de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 30 de junho de 2019 |
| Área do conhecimento: | Ciências da Saúde - Odontologia - Cirurgia Buco-maxilo-facial |
| Pesquisador responsável: | Daniel Galera Bernabé |
| Beneficiário: | Daniel Galera Bernabé |
| Instituição Sede: | Faculdade de Odontologia (FOA). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araçatuba. Araçatuba , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Araçatuba |
| Pesquisadores associados: | Dulce Elena Casarini ; Gisele Zoccal Mingoti ; Glauco Issamu Miyahara ; Sandra Helena Penha de Oliveira |
| Assunto(s): | Psiconeuroimunologia Transformação celular neoplásica Estresse psicológico Norepinefrina Hidrocortisona |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Câncer de boca | Câncer de Cabeça e Pescocço | Carcinogênese | estresse | hormônios | psiconeuroimunologia | Estomatologia e Oncologia |
Resumo
Há muito tempo especula-se que os fatores emocionais podem influenciar o desenvolvimento do câncer. Porém somente na última década pesquisas tem trazido evidências mais consistentes de que o estresse emocional e seus hormônios podem influenciar a progressão da doença. Já a participação do estresse e seus mediadores sobre a carcinogênese ainda não é clara. O câncer de cabeça e pescoço é uma doença com alta morbidade e mortalidade e tem como principais fatores de risco o tabagismo e o alcoolismo. Pouco é conhecido sobre a participação de fatores emocionais e neurohormonais sobre a carcinogênese em modelos pré-clínicos e sobre a progressão do câncer de cabeça de cabeça e pescoço em humanos. No presente projeto nós utilizaremos um modelo in-vitro, um modelo pré-clínico em animais e uma complementação clínica em humanos para investigar a influência do estresse e seus principais hormônios sobre a carcinogênese e prognóstico do câncer de cabeça e pescoço. No estudo in-vitro avaliaremos a influência dos hormônios do estresse (norepinefrina e cortisol) sobre danos no DNA e transformação maligna dos queratinócitos de mucosa bucal utilizando ensaios de biologia molecular. Nos experimentos com um modelo de carcinogênese quimicamente induzida em ratos será analisada a influência do estresse precoce de vida sobre a ocorrência e progressão do carcinoma espinocelular (CEC) de língua. Testes comportamentais de ansiedade serão realizados com o objetivo de avaliar possíveis alterações comportamentais durante o processo de carcinogênese. A incidência dos tumores e a expressão de genes associados à progressão tumoral serão analisadas por avaliação histopatológica e ensaio de PCR em tempo real, respectivamente. Para avaliar a influência do estresse precoce sobre alterações no microambiente tumoral, as concentrações tumorais dos hormônios do estresse e citocinas pró-inflamatórias serão avaliadas por imunoensaio Multiplex. A ativação neuronal em regiões cerebrais associadas a ansiedade será avaliada por imunohistoquímica. Por fim, o estudo será complementado com a investigação dos níveis psicológicos de ansiedade e das concentrações plasmáticas de hormônios associados ao estresse do eixo HPA e eixo simpático em pacientes portadores de câncer de boca e câncer de orofaringe. As concentrações hormonais serão mensuradas por imunoensaios e cromatografia líquida de alta performance (HPLC). Testes estatísticos serão usados para avaliar a correlação entre os níveis de ansiedade e os níveis hormonais, suas associações com as variáveis clínicopatológicas e sua influência sobre os fatores prognósticos. Esperamos que os resultados deste estudo possa desvendar novos parâmetros biológicos e comportamentais que interferem no início e progressão do câncer de cabeça e pescoço. (AU)
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