| Processo: | 16/50375-9 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de fevereiro de 2018 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2020 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Zoologia - Morfologia dos Grupos Recentes |
| Acordo de Cooperação: | CNPq |
| Pesquisador responsável: | Flávio Alicino Bockmann |
| Beneficiário: | Flávio Alicino Bockmann |
| Instituição Sede: | Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Ribeirão Preto |
| Assunto(s): | Zoologia (classificação) Ictiofauna Biogeografia Sistemática Peixes |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Biogeografia | Peixes | Sistematica | Taxonomia |
Resumo
A ictiofauna neotropical é bastante diversa (ca. de 4600 espécies válidas) e apresenta elevado grau de endemismo. Seu atual padrão de distribuição está diretamente relacionado ao isolamento dessa região ao longo do tempo geológico, bem como à ocorrência de diversos eventos geológicos que permitiram a expansão da distribuição e/ou o isolamento de diversas espécies. Algumas evidências sugerem que tais eventos sejam de natureza vicariante, principalmente nas regiões de cabeceiras dos rios, enquanto que outros resultados apontam para a ocorrência de geodispersão, as quais devem estar mais associadas aos ambientes e espécies que habitam as planícies. Desde o século XIX sabe-se da íntima relação entre as cabeceiras do Rio Tapajós (principalmente o alto Rio Juruena), as quais drenam a vertente norte da Chapada dos Parecis e correm para o Rio Amazonas, e as cabeceiras do alto Rio Paraguai, cujas nascentes drenam a vertente sul da mesma chapada fazendo, assim, parte da bacia do Paraná/Paraguai. Hipóteses da correlação entre ambas as ictiofaunas datam desde o início do século XX, entretanto estudos mais aprofundados e maiores descobertas não podem ser feitas, pois esbarram no pouco material disponível que seja proveniente das cabeceiras de ambas as drenagens. Recentemente, o Laboratório de Ictiologia de Ribeirão Preto (LIRP) recebeu duas coleções de peixes: 1) oriunda do alto Rio Juruena e que conta com cerca de 500 lotes; e 2) proveniente do alto Rio Paraguai com cerca de 200 lotes. Ambas as coleções necessitam passar por uma revisão taxonômica antes que possam ser propriamente armazenados e tombados no catálogo do LIRP, disponibilizando-se, assim, os dados referentes a tais coleções online via? SpecisLink? De posse de ambas as coleções propriamente organizadas e identificadas, e sabendo do histórico compartilhado entre as mesmas, sugere-se o presente projeto que visa analisar a relações biogeográficas entre ambas as bacias, com base em suas ictiofaunas. (AU)
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