| Processo: | 17/11939-7 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2017 |
| Data de Término da vigência: | 31 de janeiro de 2018 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Genética - Genética Vegetal |
| Pesquisador responsável: | Fernando de Faria Franco |
| Beneficiário: | Fernando de Faria Franco |
| Instituição Sede: | Centro de Ciências Humanas e Biológicas (CCHB). Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR). Sorocaba , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Sorocaba |
| Vinculado ao auxílio: | 14/25227-0 - Análises Filogenéticas Multilocos aplicadas ao entendimento de relações evolutivas entre espécies de Cereus (Cactaceae; Cereeae), AP.R |
| Assunto(s): | Filogeografia Variação genética Cactaceae Marcador molecular |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Cactaceae | Filogeografia | marcadores moleculares | Variabilidade Genética | Filogeografia |
Resumo
Objetivo: para estudar as influências biogeográficas sobre a biota xérica na Floresta Atlântica Brasileira (FAB), um hotspot de biodiversidade, nós estudamos um grupo monofilético composto por três espécies de cactos para realizar um estudo filogeográfico: Cereus fernambucensis subsp. fernambucensis, C. fernambucensis subsp. sericifer and C. insularis. Localização: ambientes xéricos ao longo da FAB, incluindo afloramentos rochosos de granito e gnaisse (Inselbergues), matas de restinga e costões rochosos de um arquipélago oceânico (Fernando de Noronha). Métodos: foram usados como marcadores moleculares o gene nuclear fitocromo C (PHYC) e o espaçador interplastidial trnS-trnG. Diferentes analises estatísticas foram realizadas para reconstruir a história filogeográfica do grupo em suas dimensões espacial e temporal. Resultados: nas análises de estruturação foram recuperados quatro grupos populacionais, que correspondem a ramos altamente suportados na filogenia (baseada no método "species tree") e que iniciaram sua diversificação no Pleistoceno médio: distribuição sul de C. fernambucensis subsp. fernambucensis, distribuição norte de C. fernambucensis subsp. fernambucensis juntamente com C. insularis, destruição sul de C. fernambucensis subsp. sericifer, e distribuição norte de C. fernambucensis subsp. sericifer. Reconstruções biogeográficas indicam a região sul como o centro de dispersão do grupo. Principais conclusões: os resultados mostram que a diversidade genética de grupos populacionais foi fortemente moldada pelo evento de colonização inicial desde o sul até o norte da distribuição, seguido por fragmentação. O padrão filogenético encontrado para C. insularis é coerente com um padrão de especiação peripátrica em Fernando de Noronha. As flutuações climáticas e no nível do mar que ocorreram no Pleistoceno, bem como atividades neotectônicas na FAB foram discutidos como possíveis influências abióticas direcionando a diversificação das espécies de cactos estudadas. (AU)
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