| Processo: | 18/01890-3 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de agosto de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 30 de abril de 2022 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Microbiologia - Microbiologia Aplicada |
| Acordo de Cooperação: | Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) |
| Pesquisador responsável: | Eliana Guedes Stehling |
| Beneficiário: | João Pedro Rueda Furlan |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto (FCFRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Microbiologia ambiental Resistência a medicamentos Anti-infecciosos Virulência Escherichia coli Tipagem molecular |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Escherichia coli | Mlst | Resistência | Virulência | Microbiologia ambiental |
Resumo A resistência bacteriana é um problema frequente no ambiente hospitalar. O aumento da resistência entre os membros da família Enterobacteriaceae tem resultado no aparecimento de espécies multirresistentes, as quais representam um importante problema de saúde pública. Dentre as enterobactérias mais comumente relatadas em infecções hospitalares está a Escherichia coli, a qual pertence a microbiota comensal e pode atuar como patógeno oportunista, principalmente em pacientes imunocomprometidos. Diferentes classes de antimicrobianos podem ser utilizados no tratamento de infecções causadas por esse patógeno, e dentre eles, as classes dos ²-lactâmicos, quinolonas e fluorquinolonas, tetraciclinas, aminoglicosídeos, inibidores da via de folato, fenicóis e polimixinas. Diversos fatores de virulência estão correlacionados à patogenicidade dessa bactéria, entre eles, as toxinas e hemolisinas. O objetivo do presente projeto de pesquisa é caracterizar 100 isolados de Escherichia coli obtidos do meio ambiente quanto à resistência aos antimicrobianos, virulência, relação clonal e epidemiológica. Dentre os 100 isolados obtidos, 64 isolados foram classificados como multidrug-resistant (MDR), apresentando não suscetibilidade principalmente para ampicilina (89%), estreptomicina (75%), cefazolina e cefuroxima (67%), sulfametoxazol + trimetoprima, sulfonamida e trimetoprima (52%). Sete isolados já foram caracterizados quanto ao genes de resistência, tipagem plasmidial e virulência. Os genes de resistência blaCMY, blaOXA-1-like, blaSHV, tetA, tetB foram detectados em todos os isolados, seguido dos genes sul1 (4), sul2 (3), aadA (3), sul2, aac(62)-Ib (2) e floR (1). De acordo com a tipagem plasmidial, IncF, IncY e ColE-like foram detectados em todos os isolados, seguido dos IncFIB (6), IncFIA (1), IncFIC (1), IncHI1 (1) e IncN (1). A pesquisa dos genes de virulência demonstrou que o gene ipaH foi o mais prevalente, sendo detectado em quatro isolados, seguido do gene stx2 (n=1). Assim, esses isolados foram classificados em dois diferentes patotipos, sendo EIEC e STEC, respectivamente. Dois isolados não apresentaram nenhum dos genes de virulência pesquisados. A análise do MLST foi realizada em seis, dos sete isolados previamente caracterizados, sendo detectados seis diferentes STs (ST10/CC10, ST942, ST1684, ST2600, ST6658 e ST8067). Dois isolados provenientes de solo foram caracterizados pelo sequenciamento do genoma completo, as quais apresentaram diversos genes de resistência, virulência e plasmídeos. (AU) | |
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