Resumo
O interesse crescente no consumo de produtos que apresentam compostos bioativos está diretamente relacionado com suas propriedades benéficas à saúde. Entre as mais de 20 mil espécies de plantas presentes na Mata Atlântica, a juçara (Euterpe edulis Mart.) destaca-se pelos teores de compostos fenólicos e outros compostos bioativos presentes na sua composição. A ação biológica dos compostos fenólicos, em particular das antocianinas, tem sido demonstrada em experimentos in vitro, no entanto, nem sempre é reproduzida in vivo, uma vez que é dependente de fatores como absorção, metabolismo, distribuição nos tecidos, composição da microbiota intestinal e excreção. A microbiota intestinal tem sido alvo de muitos estudos em diversas áreas de pesquisa e sua importância tem sido comprovada em todos os aspectos da saúde humana. Entretanto, devido à presença de micro-organismos prejudiciais na microbiota da população em geral, processos fermentativos para pré-digerir compostos de interesse antes do seu consumo são uma alternativa interessante para um amplo alcance dos benefícios dos compostos bioativos. A instabilidade frente aos fatores ambientais e a baixas bioacessibilidade e biodisponibilidade são as principais limitações da aplicação industrial das antocianinas. Nessa perspectiva, a obtenção de nanoencapsulados podem resolver estas restrições. No intuito de buscar respostas inovadoras com relação a esses parâmetros e o papel dos micro-organismos no metabolismo dos compostos bioativos, o objetivo do presente projeto é produzir nanopartículas contendo extratos de antocianinas fermentadas da juçara e comparar a bioacessibilidade e biodisponibilidade das antocianinas com nanocápsulas de micro-organismos adicionados da polpa da fruta sem pré-fermentação. (AU)
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