| Processo: | 18/21880-2 |
| Modalidade de apoio: | Auxílio à Pesquisa - Regular |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2019 |
| Data de Término da vigência: | 28 de fevereiro de 2021 |
| Área do conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Farmacologia Autonômica |
| Pesquisador responsável: | Fabíola Taufic Monica Iglesias |
| Beneficiário: | Fabíola Taufic Monica Iglesias |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Médicas (FCM). Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Campinas , SP, Brasil |
| Município da Instituição Sede: | Campinas |
| Assunto(s): | Obesidade Hiperplasia prostática Proliferação celular |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | hiperplasia prostática | mirabegron | obesidade | Proliferação celular | Tecido adiposo Periprostático | Reatividade da Musculatura Lisa |
Resumo
Os sintomas do trato urinário inferior (STUI) consistem em sintomas da fase de enchimento (como incontinência urinária e aumento da frequência urinária), de esvaziamento e pós-miccionais. Em pacientes do sexo masculino, por exemplo a queixa mais comum de STUI é normalmente decorrente da hiperplasia prostática benigna (HPB). A obesidade predispõe à intolerância à glicose, à resistência à insulina, à dislipidemia, ao diabetes tipo 2 e desordens cardiovasculares. Estudos prospectivos mostraram que homens obesos são mais propensos à desenvolver STUI em comparação aos homens magros. O tecido adiposo constitui uma importante fonte de substância pró-inflamatórias, pró-contráteis e pró-proliferativas. Trabalho recente publicado pelo nosso grupo mostrou que o peso da próstata e da gordura epididimal de camundongos que receberam dieta hiperlipídica é significativamente maior em comparação aos tecidos de animais magros. Ainda, animais obesos apresentam hipercontratilidade da próstata e da bexiga. Em animais obesos que receberam o agonista beta-3 adrenérgico, mirabegron por 2 semanas, medicamento aprovado para o tratamento da bexiga hiperativa, observamos uma melhora na hiperatividade da bexiga e uma redução da massa da gordura epididimal e dos níveis de lipoproteína de baixa densidade. A ativação dos receptores beta-3 adrenérgicos em tecido adiposo está envolvida com os processos de lipólise, mobilização dos ácidos graxos em tecido adiposo branco e com a termogênese em tecido adiposo marrom. Entretanto, baseado nos nossos achados prévios não sabemos se a melhora na reatividade da bexiga após o tratamento com mirabegron possa ter sido devido a um efeito direto na musculatura lisa e/ou à menor liberação de substâncias pró-contráteis, pró-proliferativas e pró-inflamatórias oriundas do tecido adiposo periprostático. Nossos resultados preliminares mostraram que a área dos adipócitos da gordura periprostática é significativamente maior em animais obesos em comparação aos adipócitos do tecido de animais magros. Baseado no exposto acima, aventamos a hipótese de que 1) o tecido adiposo periprostático possa liberar substâncias pró-contráteis, pró-inflamatórias e pró-proliferativas contribuindo assim para a hipercontratilidade e para a hiperplasia da próstata e 2) o tratamento com mirabegron poderia interferir positivamente na reatividade da próstata pela menor produção de substâncias pró-inflamatórias, pró-contráteis e pró-proliferativas. Portanto, o objetivo geral deste projeto visa avaliar a interferência do tecido adiposo periprostático na reatividade da próstata de animais obesos tratados ou não (controle) com o mirabegron por duas semanas por meio de ensaios histológicos e imunohistoquimicos (determinação dos índices proliferativos e apoptóticos da próstata), qRT-PCR (avaliar a expressão gênica de mediadores pró-inflamatórios e de marcadores para tecido adiposo branco e marrom), quantificação das citocinas pró-inflamatórias no tecido adiposo periprostático, bioensaio para avaliar se a presença do tecido adiposo periprostático interfere na reatividade da próstata e se o tratamento com o mirabegron melhoraria esses parâmetros e determinação da atividade metabólica do tecido adiposo periprostático pela técnica de tomografia computadorizada por emissão de pósitrons em animais obesos e controles tratados ou não com mirabegron. (AU)
| Matéria(s) publicada(s) na Agência FAPESP sobre o auxílio: |
| Mais itensMenos itens |
| TITULO |
| Matéria(s) publicada(s) em Outras Mídias ( ): |
| Mais itensMenos itens |
| VEICULO: TITULO (DATA) |
| VEICULO: TITULO (DATA) |