| Processo: | 18/23357-5 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Pós-Doutorado |
| Data de Início da vigência: | 01 de setembro de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 07 de setembro de 2023 |
| Área de conhecimento: | Engenharias - Engenharia de Materiais e Metalúrgica - Materiais Não-metálicos |
| Pesquisador responsável: | Marlus Chorilli |
| Beneficiário: | André Luiz Carneiro Soares do Nascimento |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Vinculado ao auxílio: | 14/50928-2 - INCT 2014: Nanotecnologia Farmacêutica: uma abordagem transdisciplinar, AP.TEM |
| Bolsa(s) vinculada(s): | 21/08289-6 - Novas formas sólidas de AINEs e IBPs: desenvolvimento, caracterização e avaliação biológica in vitro e in vivo, BE.EP.PD |
| Assunto(s): | Insumos farmacêuticos ativos Anti-inflamatórios não esteroides Inibidores da bomba de prótons Técnicas in vitro In vivo |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | anti-inflamatórios não esteróides | Cocristais farmacêuticos | Engenharia de Materiais | Híbridos terapêuticos | Inibidores de bomba de prótons | Materiais farmacêuticos |
Resumo O desenvolvimento de um Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) é dividido em diversas etapas e dura em média doze anos. Estimasse que apenas 0,005% das novas moléculas com atividade terapêutica chegam a serem testadas em humanos, e para comercialização esse fator diminui drasticamente. Por isso, a busca por novas modificações envolvendo os IFAs que já estão no mercado, como a obtenção de cocristais, se faz tão importante, visto que a modificação das propriedades físico-químicas são estratégias que trazem benefícios que vão além do aumento na biodisponibilidade, e apresentam um custo relativamente baixo. Os cocristais conquistaram um grande interesse da indústria farmacêutica devido às suas melhorias na solubilidade, bem como na diminuição das tendências a sofrerem transformações de fase. O sucesso clínico de alguns híbridos terapêuticos IFA-IFA, como no caso do celoxibe-tramadol, deixaram os cocristais multicomponentes em ênfase no âmbito mundial. Essa abordagem pode conferir um maior desempenho farmacológico e farmacotécnico, resultando em potenciais vantagens devido a efeitos aditivos e/ou sinérgicos. Segundo o Sistema de Classificação Biofarmacêutica (BCS), Anti-Inflamatórios Não Esteróides (AINEs) são fármacos de classe II, que possuem baixa solubilidade aquosa e atuam inibindo as enzimas Ciclo-Oxigenase (COX), responsáveis por mediar processos inflamatórios. Contudo, na terapia com AINEs não seletivos, esses fármacos também inibem processos normais da homeostase e por isso provocam uma série de efeitos colaterais, causando desconforto abdominal, náuseas e outros sintomas gastrointestinais. Os Inibidores de Bomba de Prótons (IBPs), como o omeprazol, possuem meia-vida sérica extremamente curta (1-2 horas), atuam reduzindo a produção de ácido gástrico, inibindo a enzima H+/K+ ATPase encontrada nas células parietais do estômago e têm sido base de terapia em diversos transtornos relacionados ao trato gastrointestinal. Neste cenário, este projeto de pesquisa tem o intuito de desenvolver, caracterizar e avaliar biologicamente, empregando ensaios in vitro e in vivo, cocristais multicomponentes (IFA-IFA) de AINEs não seletivos e IBPs. Além de fatores ligados a propriedade intelectual, esses cocristais trarão consigo inúmeras vantagens frente aos fármacos isolados, possibilitando a formação de APIs termodinamicamente estáveis. Espera-se que as propriedades farmacológicas de ambos sejam mantidas, onde essa nova entidade terapêutica possa minimizar os sintomas gastrointestinais causados pela terapia com AINEs. (AU) | |
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