| Processo: | 18/23686-9 |
| Modalidade de apoio: | Bolsas no Brasil - Iniciação Científica |
| Data de Início da vigência: | 01 de março de 2020 |
| Data de Término da vigência: | 31 de dezembro de 2020 |
| Área de conhecimento: | Ciências Biológicas - Farmacologia - Neuropsicofarmacologia |
| Pesquisador responsável: | Carlos Cesar Crestani |
| Beneficiário: | Camila Marchi Coelho |
| Instituição Sede: | Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCFAR). Universidade Estadual Paulista (UNESP). Campus de Araraquara. Araraquara , SP, Brasil |
| Assunto(s): | Neurofarmacologia Angiotensinas Angiotensina II Transtorno depressivo Estresse psicológico Estresse por restrição Modelos animais |
| Palavra(s)-Chave do Pesquisador: | Amígdala | angiotensina | depressão | estresse | Ratos | Neurofarmacologia |
Resumo Estudos em humanos e animais têm fornecido evidências que correlacionam o estresse com a patogênese de diversos transtornos psiquiátricos, incluindo a depressão. Apesar da relevância desses achados, os mecanismos neurobiológicos relacionados com as alterações comportamentais induzidas pelo estresse ainda são pouco compreendidos. Nesse sentido, o complexo amigdaloide é uma importante estrutura límbica envolvida nas respostas fisiológicas e comportamentais ao estresse. Um dos subnúcleos do complexo amigdaloide ativados durante o estresse é o núcleo medial (MeA). Foi demonstrado o envolvimento do MeA na modulação de comportamentos do tipo depressivo em roedores, porém o possível envolvimento desse núcleo amigdaloide nas respostas comportamentais induzidas pela exposição à eventos aversivos nunca foi investigado. Além disso, os mecanismos neuroquímicos locais envolvidos no controle das respostas comportamentais ao estresse também são pouco compreendidos. A angiotensina II, atuando através do receptor AT1, foi demonstrada ser um importante mecanismo neuroquímico no sistema nervoso central envolvido na etiologia das alterações comportamentais e nos ajustes fisiológicos observados durante a exposição à situações aversivas; ao passo que a ação da angiotensina II no receptor AT2 parece ser um mecanismo contrarregulatório para os efeitos pró-estresse do receptor AT1. Dados também evidenciaram que a exposição ao estresse altera a formação de angiotensina II e a expressão do receptor AT1 no sistema nervoso central. A neurotransmissão angiotensina 1-7/receptor Mas também é reportada como um mecanismo contrarregulatório do sistema renina-angiotensina para os efeitos pró-estresse da neurotransmissão angiotensina II/receptor AT1. De fato, foi demonstrado que a administração intracerebroventricular de angiotensina 1-7 reduziu as respostas fisiológicas e comportamentais ao estresse. Apesar dessas evidências, os sítios específicos no encéfalo onde a angiotensina II e a angiotensina 1-7 agem para controlar as respostas ao estresse não são completamente conhecidos. Terminais angiotensinérgicos e componentes do SRA (por exemplo: angiotensinogênio, e receptores da angiotensina II e da angiotensina 1-7) foram identificados no MeA. Entretanto, um possível envolvimento de neurotransmissões angiotensinérgicas no MeA nas respostas comportamentais induzidas pelo estresse nunca foi investigado. Desse modo, nossa proposta no presente estudo é: 1) avaliar o envolvimento dos receptores AT, AT e Mas no MeA nas alterações comportamentais no teste de nado forçado induzidas pela exposição a uma sessão aguda de estresse por restrição em ratos; 2) investigar o papel dos receptores AT, AT e Mas no MeA nas alterações comportamentais no teste de nado forçado induzidas por um protocolo de estresse de restrição repetido. | |
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