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Estresse hídrico na pré-colheita do amendoim: influência nos compostos bioativos, infecção fúngica, produção de aflatoxinas e aplicação de modelo preditivo para aflatoxinas.

Resumo

O Brasil é o terceiro maior produtor de amendoim no continente americano, atrás apenas dos Estados Unidos e Argentina. O estado de São Paulo se destaca como maior produtor nacional e nos últimos anos apresentou grandes mudanças no cultivar plantado e consequente aumento na produtividade. Atualmente, os cultivares com alto teor de ácido oleico tem prevalecido nos plantios comerciais de amendoim pela sua resistência às diversas doenças da cultura e maior estabilidade à oxidação lipídica, aumentando assim, sua vida de prateleira. Devido às características de produção do amendoim, esta cultura é susceptível à infecção por fungos produtores de aflatoxinas, que são metabólitos secundários carcinogênicos ao homem. Fatores climáticos como alta temperatura e o estresse hídrico (baixa umidade) do solo favorecem a contaminação devido à disponibilidade de fungos aflatoxigênicos no solo em contato direto com o amendoim, dificultando o controle. Estes fatores foram utilizados para o desenvolvimento de um modelo matemático na Austrália, a fim de predizer a produção de aflatoxinas no amendoim, na etapa pré-colheita. Modelos assim não existem no Brasil e uma vez validados poderiam ser utilizados como ferramenta para tomada de decisão da melhor época de plantio e colheita para melhorar a qualidade do amendoim nacional. O estresse hídrico, além de favorecer a infecção fúngica e produção de toxinas, pode alterar a composição lipídica do amendoim e de compostos bioativos como tocoferol, provocando uma redução deste antioxidante natural. (AU)