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Avaliação de métodos para detecção de indivíduos portadores de infecções assintomáticas com Leishmania infantum no Estado do Piauí, Brasil

Processo: 19/14459-1
Linha de fomento:Auxílio à Pesquisa - Publicações científicas - Artigo
Vigência: 01 de outubro de 2019 - 31 de março de 2020
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Imunologia - Imunologia Aplicada
Pesquisador responsável:Isabel Kinney Ferreira de Miranda Santos
Beneficiário:Isabel Kinney Ferreira de Miranda Santos
Instituição-sede: Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP). Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto , SP, Brasil
Vinculado à bolsa:16/18527-3 - O papel da N-glicosilação da região FC de IgG na patogênese da Leishmania visceral e a avaliação de novas estratégias terapêuticas, BP.PD
Assunto(s):Biomarcadores  Imunoparasitologia  Leishmaniose visceral 

Resumo

INTRODUÇÃO: A leishmaniose visceral em humanos apresenta febre, anemia e esplenomegalia e pode ser letal se não tratada. No entanto, a maioria dos indivíduos infectados por Leishmania infantum não apresenta sintomas e permanece assim, desde que não sejam imunossuprimidos. Neste trabalho, o desempenho de diferentes testes foi avaliado para detectar indivíduos assintomáticos residentes em Teresina, Piauí, Brasil, área endêmica para LV.METODOLOGIA: anticorpos específicos para L. infantum foram detectados por ELISA e dois testes diagnósticos rápidos e imunocromatográficos (IC), Kalazar Detect e OnSite, e cargas parasíticas foram detectadas por PCR em tempo real [qPCR]. Além disso, medimos os níveis de monoquina de biomarcadores induzidos por IFN-³ (MIG) e pela proteína 10 induzida por IFN-³ (IP-10) antes e depois da estimulação do sangue total com o antígeno solúvel de Leishmania [SLA].PRINCIPAIS DADOS: Kalazar Detect e OnSite detectaram, respectivamente, 76% e 64% dos pacientes com Leishmaniose Visceral ativa; 50% e 57% dos pacientes permaneceram positivos nesses testes, respectivamente, após o tratamento. Dos participantes saudáveis do estudo que viviam na área endêmica, apenas 1,7% foram positivos em ambos os testes de CI. Por outro lado, a reatividade nos testes de ELISA revelou que 13% desses indivíduos apresentavam infecções assintomáticas; entre os pacientes com LV, 84% com doença ativa foram reativos no teste ELISA e, após o tratamento, 55,5% eram soropositivos. O DNA de L. infantum estava presente no sangue de 37,9% dos indivíduos infectados residentes na área endêmica, enquanto os biomarcadores IP-10 e MIG foram detectados em 26,7% deles. A maior concordância de positividade ocorreu entre ELISA e qPCR.CONCLUSÃO: A associação de diferentes técnicas pode detectar infecções assintomáticas, no entanto, mais pesquisas são necessárias para desenvolver biomarcadores ideais que sejam simples de usar na clínica e em estudos de campo em áreas endêmicas para leishmaniose visceral. (AU)