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Desenvolvimento de linhagens celulares isogênicas com diferentes alelos XPG via transdução com vetores lentivirais

Processo: 16/05569-0
Linha de fomento:Bolsas no Brasil - Iniciação Científica
Vigência (Início): 01 de julho de 2016
Vigência (Término): 30 de novembro de 2016
Área do conhecimento:Ciências Biológicas - Bioquímica - Biologia Molecular
Pesquisador responsável:Carlos Frederico Martins Menck
Beneficiário:Davi Mendes
Instituição-sede: Instituto de Ciências Biomédicas (ICB). Universidade de São Paulo (USP). São Paulo , SP, Brasil
Vinculado ao auxílio:14/15982-6 - Consequências de deficiências de reparo de lesões no genoma, AP.TEM
Assunto(s):Síndrome de Cockayne   Degeneração neural   Estresse oxidativo   Expressão gênica   Linhagem celular   Reparo do DNA   Raios ultravioleta

Resumo

O DNA é o centro de toda informação genética das células e constantemente está sendo agredido por agentes genotóxicos endógenos ou exógenos que podem provocar danos que podem levar a mutagênese ou morte celular. Os agentes endógenos mais comuns são asespécies reativas de oxigênio (EROS), originárias principalmente em processos como respiração celular e inflamação. Tais agentes agem oxidando bases, açúcares, fosfatos e causando quebras simples (SSBs - single-strand breaks) ou duplas (DSBs - double-strandbreaks) nas fitas da molécula de DNA. Durante o processo evolutivo, as células desenvolveram os sistemas de reparo de DNA que corrigem essas lesões. Disfunções nesses sistemas, entretanto, podem levar ao acúmulo de danos e síndromes humanas têm sido importantes para o entendimento de processos como envelhecimento e neurodegeneração, ligados principalmente ao acúmulo de danos no DNA nuclear ou mitocondrial. Várias lacunas de conhecimento existem, com falta de bons modelos para estudos desses processos. O presente projeto tem por objetivo desenvolver linhagens isogênicas a partir da linhagemXPCS1LV, mutada no gene que codifica a proteína XPG, uma endonuclease participante do reparo por excisão de nucleotídeos (NER). Mutações nesse gene podem causar alta incidência de câncer de pele, assim como neurodegeneração e envelhecimento precoce. Células dessa linhagem receberão vetores lentivirais carregando o gene XPG selvagem ou alelos provenientes de pacientes identificados em Cabo Frio, Rio de Janeiro, Brasil e caracterizados pela Dra. Daniela Soltys. Desta forma, esperamos obter mais quatro linhagens isogênicas, sendo uma destas corrigida com o gene selvagem, duas sensíveis apenas a UV e outra sensível UV e estresse oxidativo (linhagem original transduzida com vetor controle vazio). Assim, esperamos obter modelos celulares altamente confiáveis que permitiram realizar estudos para identificar qual a relação de XPG com o reparo a danos causados por estresse oxidativo e se tais danos tem relação a disfunções mitocondriais.